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Blogofera atual x Blogosfera oldschool

Um dos meus primeiros layouts. Bevelado e cheio das frescuras que eu amava… e com minha Sharpay! <3 Quem lembra dos awards daquela época?

Post que faz parte do projeto Rotaroots.

É muito bacana ficar lembrando da época dos layouts bevelados, dαqυєlαร lєтяαร єรcяiтαร αรรiм (tinha gente que comentava desse jeito, queria saber de onde tirava tanta paciência!), dos PSD’s, da época em que quem fazia sucesso não era a Bruna Vieira mas sim a Janaína do Classic Luv, a guria do Drikoti.net… e assim vai. Quem lembra do Coisinhas 4 You, que era no MyBlog e as meninas não só disponibilizavam layouts maravilhosos como também eram viciadas em Rebelde? Gurias que eram famosas porque tinham coisas a oferecer. Hoje em dia, parece uma batalha em que as cartas são sempre as mesmas.

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Eventos Feminismo Reflexões Tecnologia

Encontro de Gerações de Mulheres em TI no UOLDiveo

“este não é o PC do meu namorado!”

[I]nfelizmente ontem foi o último dia da Semana da Mulher na Tecnologia. Eu não pude participar de todos os eventos da semana por questões logísticas e também de tempo, mas no post passado comentei sobre a abertura da semana, que foi na TOTVS daqui de São Paulo. Hoje, publicarei sobre o evento de encerramento, que foi um encontro muito bacana com várias mulheres relacionadas a TI, de diferentes idades.

O evento aconteceu no Auditório da Folha com apoio e participação de várias funcionárias do UOLDiveo, que é uma parte da empresa destinada aos trabalhos de TI. O evento começou com a apresentação das palestrantes, dentre elas, uma que eu já conhecia do evento da TOTVS e ajudou na organização: a fofa da Camila Achutti, do blog Mulheres na Computação.

A palestra seguiu bastante os moldes da que ocorreu na TOTVS: nós abordamos a questão do preconceito e o que a mulher tem de enfrentar dentro do mercado de TI. Dividimos algumas histórias absurdas envolvendo machismo e o subestimar do potencial feminino nestas áreas tão “masculinas” (que a história já provou ser mentira). Ao longo do debate tentamos encontrar soluções para que a mulher não tenha tanto receio do mundo da tecnologia e se sinta cada vez mais confortável para trabalhar na área. No final, fizemos grupos onde cada representante falou um pouco sobre o que acha que deve ser mudado dentro da sociedade para que as próximas gerações de estudantes e atuantes em TI sejam cada vez mais femininas.

eu e a camila achutti, logo após o encontro! :3

Muitas questões foram abordadas, como a educação dos pais em casa, a construção social de gênero, a pressão masculina do ambiente, a falta de oportunidades ou de incentivo para entrar no mundo de TI, etc. No meu grupo, onde eu fui a representante, nós tocamos em dois assuntos muito importantes: as mulheres muitas vezes não entram em áreas voltadas à tecnologia porque não sentem uma figura forte feminina lá dentro, ou seja, uma inspiração. Que garota nunca viu alguma outra em um filme, com uma personalidade forte, executando alguma tarefa e pensou: nossa, como eu queria ser ela! Que garota nunca quis ser a Mulher Maravilha? Precisamos de alguém forte que seja propagado e nos inspire. E isso falta muito em TI. Que mulher temos de referência em TI? VÁRIAS. Mas elas não são tão divulgadas quanto os homens, e a propagação destas mulheres é fundamental para que novas meninas se identifiquem e queiram participar desse nosso mundo.

E se no nosso meio ou por perto não há figuras para meninas se inspirarem, que nós, garotas já ingressas no mundo da tecnologia, sejamos essa inspiração. Que tragamos para garotas mais jovens que não conhecem ou tem curiosidade em TI uma ideia fora do padrão de que programar é chato, é coisa de homem, não dá tempo de vida social, etc.

O outro ponto que abordamos é estimular a autoestima nas mulheres que já estão no mercado. Muitas garotas têm conhecimento, são inteligentes, sabem como desenvolver naquela plataforma, mas por insegurança acabam não aplicando e desistindo de um emprego. Ao contrário do homem, que às vezes nem domina a área mas entra no emprego porque tem confiança suficiente de que irá aprender de qualquer jeito aquilo que foi pedido.
Temos outros exemplos: mulheres quando conseguem um freelancer, cobram às vezes um valor muito abaixo do que realmente vale, por medo de perderem o cliente. Também há casos de mulheres dentro de empresas terem uma pretensão salarial bem abaixo do que um homem pede e ganha, porque não se sentem confiantes o suficiente. Não! Não pense assim! Você estudou, você é capaz, e você não só pode como DEVE ter seu trabalho valorizado!

Logicamente, não devemos dizer que se a mulher não é tão destacada em TI isso é culpa da sua autoestima: não! Nunca! A culpa de tudo isso é em como o mundo em que vivemos constrói socialmente nosso gênero, de forma que tudo que saia daquilo que a sociedade diz ser “de mulher” é considerado um caminho tortuoso para nós, nos afastando de áreas que inicialmente eram inclusive nossas (como a própria área tecnológica) através de pensamentos que são fincados em nossa mente, querendo nos tornar cada vez mais inseguras e menos contestadoras. Afinal, o sistema lucra em cima das opressões. Ou você acha que não é vantajoso para uma empresa ter uma mulher executando o mesmo serviço (ou até mais) do que um homem mas ganhando menos que ele?

O legado que esta Semana da Mulher na Tecnologia deixou é o de autoconfiança e união. A autoconfiança de entendermos que somos capazes de pegar qualquer trabalho, qualquer código, qualquer coisa… nós vamos conseguir! A autoconfiança de não se calar perante situações de machismo conosco ou com nossas colegas e nos impor quando vemos uma situação de injustiça ou percebemos que estamos sendo passadas para trás… por sermos mulheres!

Quando falamos de união, devemos quebrar o falso estereótipo de que mulher não é unida, mulher se detesta, etc. Isso tudo é feito categoricamente para nos separar e, consequentemente, nos enfraquecer. Se temos segurança em algo, devemos passar isso para nossas companheiras. O que conhecemos deve ser dividido entre nós, para nos fortalecer. Juntas, somos fortes e tomaremos todas as áreas do conhecimento! Porque o dom da multifuncionalidade nós sabemos melhor do que ninguém.

E que tenham cada vez mais semanas como esta e nos mais variados lugares! :)

Todo poder às mulheres!

Bikini Kill – Rebel Girl

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Dicas Receitas Reflexões Vegetarianismo

vegetarianismo: o que é, como ser um e por que?

[B]uh! Cheguei, hahahahaha! Bem, estou há um bom tempo querendo postar sobre vegetarianismo, etc. Porém eu não me identificava mais nem um segundo com o design antigo, resolvi trocar tudo e agora tá novinho. Espero que gostem!
Direto ao assunto: bom, faz uns anos aí que eu tenho curiosidade em ser vegetariana. Mas eu nunca tentei por falta de informação e até mesmo por uma assumida preguiça x_x . Porém, tenho grandes amigas que começaram a me falar um pouco sobre essa rotina (Dani Ramona ♥) e o estopim de tudo isso foi quando uma amiga e cliente, a Mariana Santarem, fez um post abordando vegetarianismo e tal. Pronto… eu queria porque queria ser vegetariana. E vendo muita desinformação ou falta de informação quanto isso, resolvi fazer uma série de posts quanto ao assunto. Hoje focarei mais no que é, as subdivisões e os mitos. Darei também introdução a como ser e indicarei alguns links legais de receitinhas :3

o que é?

Bem, o vegetarianismo nada mais é do que retirar do cardápio qualquer derivado animal, seja a carne, os ovos, leite, enfim. A diferença do vegetarianismo para o veganismo é que os vegans não só cortam animais e derivados da alimentação como também fazem isso com a vida de um modo geral: não utilizam nada vindo do sofrimento animal, como maquiagens testadas em animais ou roupas de couro, por exemplo.
O vegetarianismo tem algumas subdivisões. Ovolactovegetarianos (eu, no caso) não comem carne, mas tomam leite, comem ovos e derivados de ambos. Lactovegetarianos não utilizam ovos nem receitas com tais na dieta, mas ainda utilizam o leite. E o vegetariano estrito é o que corta todo alimento de origem animal do cardápio. E daí pra veganismo é um pulinho :3 Lembrando que o mais indicado é ser vegan, e eu tô trabalhando pra isso :3

O post de hoje veio para dar uma desmistificada em algumas questões como “ah, mas é caro”, “ah, mas o ferro vai abaixar”, etc. Além disso, eu vou dar dicas de alimentos chave para cardápios, dicas de cápsulas e como começar. Lembrando que esse é o primeiro post, haverão outros também!

mitos e curiosidades

Mas ser vegetariano não é caro?
Definitivamente não! Esses dias eu fiquei até tonta: eu paguei R$2,50 em um quilo de batata. Cara, um quilo! Sem contar que a batata é carboidrato, então enche mais a barriguinha. Outros mitos são quanto a carne de soja ser mais cara: já vi carnes de soja no mercado por menos de R$5 por 500g, quando 1kg de patinho não sai por menos de R$13 em média. Isso sem contar o rendimento: a carne de soja geralmente incha enquanto a carne bovina tem a tendência de diminuir quando a cozinhamos. Isso sem contar verduras: dependendo da safra, você pode levar a feira inteira pra casa de certos vegetais pagando muito pouco. Dois quilos de carne dão em média R$30 (dependendo da carne) quando na feira com R$30 você compra uma mesa inteira de vegetais fresquinhos e sem qualquer tipo de sofrimento animal :3
Isso sem contar que já tem lugares que vendem várias gostosuras vegan: aqui em São Paulo por exemplo, existem lanchonetes veganas localizadas na região da República, da Rua Augusta e também da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. O preço mínimo é R$4. Um lanche com carne eu vejo por uma média de R$3. Nooooossa, que diferença mortal, né?

Mas o ferro vai cair e eu vou ter anemia, né?
Isso é outro mito. Os carnistas (pessoas que não apenas comem como defendem o consumo de carne e o sofrimento animal) adoram usar estas desculpas. A realidade é que vegetais de folhas escuras têm ferro SIM e a única vitamina um pouco mais chata de se adquirir em vegetais é a vitamina B12. Esta, que pode ser encontrada por no mínimo R$10 (menos do que carne, de novo!) em um potinho com 60 cápsulas!
Aliás nunca entendi essa lógica de que “ser vegetariano deixa anêmico” quando, sempre que eu tinha suspeita de anemia, eu tomava batida de cenoura com beterraba. Hahahaha!

Ah, mas se não fosse carne o ser humano não evoluiria!
Então faz o seguinte: larga seu computador, mora embaixo de uma árvore e faz cosplay de neandertal. O fato de carne ter sido importante na dieta para a evolução humana em algum momento não pode ser usado como desculpa no mundo atual. Hello! Se nós podemos ter uma dieta saudável sem sacrificar quem nem tem como se defender, não seria válido tentar?

Mas os animais nem sofrem!
É? Diga-me como é ser criado num espaço minúsculo onde te injetam todo tipo de hormônio ou apenas querem te engordar, sendo retirado de seu habitat natural e ter sua liberdade totalmente privada. E tudo isso pra te matarem depois, de formas cruéis. O simples fato de nascer pra morrer já é cruel e opressor.
Isso não é sofrimento?

Você está arriscando a sua saúde!
Isso é uma grande mentira! Os vegetarianos sempre conseguem balancear melhor a dieta deles, porque muitas vezes nós mesmos temos de fazer nossa comida. A dieta “normal” que todos comem por aí é composta por excesso de proteínas, e isso acaba inibindo a absorção de cálcio. Então aquele vegetariano estrito que não toma leite pode ter muito mais cálcio no corpo que você.
É preocupante saber de pesquisas em que os humanos não comem quase nenhum vegetal, e quando o fazem, são batatas fritas, que não são lá a melhor coisa pra se comer.

E nem venham com desculpas de que “carne de soja é sem graça”. Já comeu? Soube preparar? Porque qualquer coisa mal preparada realmente fica horrível.

Mas as plantas também sofrem!
Gente… para que tá feio! Planta não sofre se for comida. Planta não é um ser senciente. Ou seja: não é capaz de experimentar dor. Ao contrário dos animais não-humanos.

Para mais mitos, sugiro este site (clique aqui).

por que ser?

A minha causa principal foram os animais. Porémmmm segundo pesquisas, este é o segundo motivo pelo qual as pessoas mais querem ser vegetarianas. O primeiro motivo é simplesmente a saúde. Mas não se trata apenas de uma causa animal ou de saúde, mas também de recursos naturais e mão-de-obra escrava: 70% da água utilizada no país vai para a agropecuária, isso sem contar toda uma estrutura opressora contra o trabalhador escravizado (saiba mais aqui).
Pretendo no próximo post fazer uma reflexão mais profunda quanto a isso.

Vejo gente falando “ah, mas se eu não como outro vai comer”: isso é a sua desculpa para não fazer a sua parte? O simples fato de eu não participar de um processo cruel ou opressor já me faz orgulhosa. A questão não é quem vai comer e sim até aonde vai o peso na mente de financiar este mercado que lucra sobre o sofrimento alheio.

como começar?

Eu não aconselho esse lance de “cortar aos poucos” porque isso acaba criando um comodismo e uma preguiça de ir além. Pelo menos os casos que eu já vi foram assim. Eu acho interessante cortar a carne de vez e ir procurando receitinhas vegetarianas ou veganas pela internet. Ou fazer substituições simples. Eu sempre gosto muito de utilizar batata e folhas. Batata e folhas, principalmente escuras ou alface, são peça-chave pra mim.
Receitas vegetarianas (aqui) e veganas (aqui).

Bom… é isso! Espero vocês no próximo post :3

Die Toten Hosen – Goodbye Graceland

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