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MeetUp de PHP: PHP TestFest Setup

eu muito sansa sim tentando entender os contêineres da vida

Ontem rolou um evento bem bacana aqui na sede da Umbler, em Gravataí. Fiquei bem feliz porque acho o espaço que a empresa disponibiliza pra esse tipo de coisa muuuuito legal :D E o evento foi de PHP, que apesar de não ser lá minha linguagem de programação favorita, foi a primeira de back-end que eu tive contato, por causa do WordPress!

Mas afinal de contas, o que seria um PHPTestFest? Trata-se de uma iniciativa da comunidade para testar funcionalidades de uma versão que está para sair. No caso do PHP, essa versão será a 7.2. A ideia do PHPTestFest que será feito no Rio Grande do Sul é de dividir o evento em duas etapas, onde uma delas foi ontem. Nesta primeira etapa, é feita uma introdução ao evento e também são demonstrados os primeiros passos para, quando houver a segunda parte, já estar com o ambiente de testes pronto.

Os primeiros passos para se organizar para o grande dia são:

  • Instalar o Docker.
  • Instalar o contêiner do php-qa.
  • Escrever testes.

Eu sou a típica programadora go horse que sai escrevendo direto em ambiente de produção e simplesmente ~caga~ pra ambientes múltiplos e pra testes, então toda vez que esse assunto vem à tona eu fico meio ZzZzZzZ

MAS EU TÔ ERRADA!

Sinceramente é MUITO importante que façamos testes para evitar uma série de problemas que vão desde o deploy até a utilização do usuário final. A iniciativa de testar uma linguagem e contribuir com o crescimento dela é algo que além de acrescentar muito no currículo (já que isso é bem difícil de vir de brasileiros…) dá aquele orgulhinho de: eu faço parte disso!

E quem fizer os testes mais eficientes vai ganhar prêmios. Quais? A galera ainda está definindo. Mas só de saber que dá pra ganhar coisa a gente já fica meio:

Existe um passo a passo mais detalhado de como fazer a instalação e deixar o ambiente de setup engatilhado para a próxima fase. Ele pode ser visto aqui.

A apresentação do MeetUp em si foi bem rapidinha, pois infelizmente choveu muito e tinham poucas pessoas, mas é aquela coisa, né? O importante não é quantidade e sim qualidade hahahahahaha No final rolou pizza e um bate-papo topper sobre a nossa área em geral. Todas as coisas que envolvem lidar com programadores mais velhos, programadores que acham que você tem que nascer sabendo uma linguagem de programação e que seu software não precisa ser nem um pouco documentado: se o cara for bom tem que bater o olho e sair programando.

Infelizmente a questão de testes, até como eu falei lá em cima, às vezes é um pouco subestimada na área de TI. Aqui na Umbler a gente sempre foca em fazer algo com bastante qualidade, e isso inclui uma série de coisas, incluindo refatoração e testes.

Dá pra perceber que quando vão falar de testes em um evento os programadores já ficam meio ZzZzZzZzzZz, MAS É algo que a gente precisa encarar o preconceito e evoluir :D

Bom, acho que é isso. Foi algo bem rapidinho mas importante, então tô indo nessa! É nóis!

Para acompanhar os próximos MeetUps de PHP, acessem aqui.

Tecnologia

Dia do Programador

euzinha e as mulheres maravilhosas que eu trabalho!!!! infelizmente sou a única programadora, mas POR ENQUANTO! :D

É claro que eu não ia deixar um dia como esse passar batido, ainda que seja em cima da hora ou até um dia depois, hahahahaha!

O Dia do Programador finalmente se tornou uma data importante pra mim, pois é meu primeiro de muitos que eu sou uma programadora CLT em uma empresa que estou simplesmente apaixonada (Umbler ♥) e adquirindo cada vez mais conhecimento (alô ET Bilu!!!!).

Nesse dia gosto de lembrar (na verdade não gosto) em como infelizmente a mulher na tecnologia ainda é uma minoria e um enorme desafio. Poucas são as mulheres programadoras que conseguem sucesso e respeito na área. Mas sem dúvida isso é um trabalho de formiguinha e que estamos construindo aos poucos. Tudo o que eu puder fazer para que cada vez mais mulheres entrem na programação eu farei e já estou fazendo.

Lembro quando comecei a programar com 11/12 anos e o meu maior sonho era fazer o site da empresa do meu pai. Consegui, e fui muito além disso! Consegui meus primeiros freelas, independência financeira, respeito, conhecimento, conheci pessoas maravilhosas (uma delas até hoje minha melhor amiga, Danielle Ramona), e assim vai!

Se eu pudesse dar um conselho para uma pessoa que está iniciando na programação, eu diria: vai lá, corre nos StackOverflow e vambora!

Agora se for uma mulher, eu digo: me dá sua mão, vamos fazer esse corre juntas!

Feliz dia do “na minha máquina funciona”, “deve ser cache”, “deploy na sexta”, “tá pronto, só falta testar…” e assim por diante.

E que tenhamos cada vez mais mulheres formidáveis na programação!!!!!

Tecnologia

BrazilJS 2017 em Porto Alegre

E a parte do Raryson topper está aqui!!!

AI OLHA EU ALI MT FELIZ SIM

Eaeeeee galera do mal! Demoramos mas estamos na área. Confesso que eu tava um pouco preguiçosa pra escrever o post sobre BrazilJS porque foi TANTO conteúdo, tanta coisa bacana, que eu poderia escrever toda a saga de Game of Thrones com a quantidade de coisas que rolaram no evento. O post vai ser um post colaborativo: eu, com o auxílio do Raryson (mais conhecido como Raryshow™), vamos falar um pouco das palestras, cada um selecionando as que gostou mais (ou as que o Fulano escolheu primeiro sendo que o Ciclano também queria falar, hahahah)

A palestra que abriu o BrazilJS, apesar de ter sido em meio ao caos da abertura do evento (um tempãaaao na fila, atrasos, enfim, coisas que brasileiro tá acostumado e que não fazem o bagulho perder a graça de qualquer forma), foi genial. O André Staltz falou sobre o fim da internet.

“Tá, mas como um evento de Javascript me fala sobre o fim da internet? Autosabotagem?”

Não necessariamente. O André Staltz focou bastante em como as empresas como Facebook e o Google estão simplesmente monopolizando o mercado, e que a ideia é que sites de outras categorias e empresas vão sumindo aos poucos. Exemplo: com cada vez mais facilidades que o Facebook oferece para construção de páginas de lojas e comércios, vão ter cada vez menos pessoas contratando de fato um programador para construir uma landing page ou seja lá o que for pra ele. Outras redes sociais vão ficando inutilizadas e até mesmo no Google vem se reparando que ele agora te dá as respostas do que você procura pra quase tudo, não mais apenas páginas que mostram isso.

Por exemplo, se eu busco a tabela do campeonato brasileiro, o Google já me mostra a tabela. Eu não preciso entrar no GloboEsporte ou no Lance! pra isso.

time mais top sim

A ideia é que o Google expanda cada vez mais isso: outro motivo que vai fazer com que as páginas morram. Existem muitas páginas, inclusive o meu próprio blog, em que suas visitas são alimentadas basicamente por buscas do Google.

“Tá, mas como podemos evitar o monopólio do Google e do Facebook?”

Aí é f*da. Fica complicado porque não basta simplesmente parar de usar o Google e o Facebook. Lembra que o Instagram e o Whatsapp também são do Facebook? E lembra que empresas que não aceitam ser compradas ou participar desse monopólio tem o tapete puxadíssimo, como foi o caso do Snapchat (que foi brutalmente copiado na cara larga e ninguém deu um piu)? Essas empresas têm laços muito estreitos com o governo, então além de questões como repasse de informações (lembrei do episódio de Black Mirror da webcam hahaha), as autoridades acabam fazendo vista grossa para os erros que eles vão cometendo no caminho.

Infelizmente criou-se um estado em que somos reféns dessas empresas e elas também podem nos mostrar o que elas quiserem. Elas sabem tudo de nós, mais que nós mesmos às vezes: endereço, coisas que mais gostamos, nome completo, dados de documentos, telefone, etc. Você não lembra o que postou no dia 30 de agosto de 2011, né? Mas pode apostar que isso está no banco do Facebook.

O André mostrou algumas alternativas à internet convencional e totalitária, como SSB, DAT e CJDNS. Também reforçou que não ter redes sociais não é o fim do mundo: ele não as possui, e vive bem com isso. Já eu esqueci esses dias meu telefone em casa e quase surtei. E provavelmente não sou só eu que surto. Para percebermos como essa situação não é a das mais saudáveis.

Nossa gente, me empolguei. Sou muito militante sim UHAUHHAUHUAHUAUHAUH

Aí teve uma palestra que eu tava esperando MUUUUUUUUITO e no final eu fiquei tipo: “eu não entendi um pouco direito”.

A Carolina Pascale Campos falou sobre microsserviços usando Node.JS e RabbitMQ. Ela falou sobre todos os pontos altos de se utilizar essas tecnologias mais complexas de implementação mas que no final são muito eficientes. Só que aí no final ela disse que não foi implementado na empresa que ela trabalha, pois se percebeu que não era a melhor forma de trabalhar com aquelas propostas no caso deles. Aí eu fiquei: ué?

Eu dou uma palestra sobre como chocolate branco é o mais gostoso do mundo e no fim digo que na real o preto é o meu favorito.

Eu só dei uma bugada, mas não vou negar que a explicação dela foi muito boa e deu uma esclarecidinha em conceitos dessas ferramentas que eu não fazia a menor ideia do porquê existiam. Inclusive ela me elucidou muito RabbitMQ, que quando eu li sobre fiquei: tá, é mensageiro, mas do que? E ela conseguiu explicar toda a questão de requisições de servidor, que essas requisições ficam em fila e o mensageiro trabalha em cima delas pra não perder nada… muito legal!

Jogando bem a real: o primeiro dia não estava o bicho pra mim, pelo menos. Tinham algumas outras palestras muito boas, mas aí o International Raryson pegou pra falar porque eram palestras gringas.

GENTE APENAS UM MOMENTO de atenção pra falar do melhor navegador do universoooooooooooo PISA MENOS FIREFOX (e pisa no console de vocês e façam outro por favor porque é horrível debugar Javascript no navegador de vocês). O panda vermelho mais lindo do mundo estava lá no evento e eu abracei muito SIM!

Tá, agora vamos pro segundo dia porque esse foi monstrão.

GENTEEEEE Teve um momento de total lacração no BrazilJS. A rainha Evelyn Mendes fez toooodas (todas mesmo) mulheres participantes do evento a subirem no palco. Subiu programadora, mina de redes, as minas que organizavam o coffee, as minas que mantinham tudo lindão e limpo, enfim, todas as MULHERES maravilhosas que fazem a roda girar e tornam nosso dia melhor. E eu bem louca fiquei muuuuito na frente (socorro) e depois só veio um pessoal: nossa, você era a mais animada dali.

Homens: não somos suas inimigas. Somos suas aliadas.

A não ser que cês falem besteira. Aí muda um pouco.

Depois desse momento lindo a Evelyn falou sobre Firebase e como é muito mágico mexer com ele. Ele trabalha com o princípio KISS da programação, que é de tornar o código o mais simples possível. Ele utiliza Node.JS e outras tecnologias mas funciona como se fosse drag and drop: você não mexe no código, trabalha em cima de algo como uma lousa branca e moldando o site. Além disso, as atualizações são Real Time, então se você muda um avatar ou texto não precisa dar F5 pra mudar o que você mexeu.

Mais tarde tivemos uma palestra da fofa da Fernanda Bernardo (acabei de me ligar que errei o nome dela na entrevista MEU DEUS) sobre ECMASCRIPT7. Ela fez uma linha do tempo do surgimento do Javascript e foi comentando quais foram as melhorias de cada versão até chegar no ECMASCRIPT7. Também adiantou o que vai ter de diferente no 8.

Ah, eu quase esqueci. Houve um “CLASH OF MONSTERS” no BrazilJS. Estava novamente o panda vermelho mais lindo do MUNDO no BrazilJS. Só que aí tínhamos um bônus. O mascote da Umbler UHAUHHAUHAUUHAUHAUH (eu tô rindo mas é de preocupação mesmo).

O encontro da vida: Umblerito e #Firefox no #BrazilJS2017 🐨❤#MozillaNoBrazilJS

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A coitada da raposa foi importunada boa parte do evento pelo coala. Alguém segura esse bicho pelo amor de DEUS

AÍ FIM DO DIA O NEGÓCIO FICOU >MUITO LOUCO<

Rolou um negócio muito épico: o Andre Alves Garzia montou uma máquina de fazer drinks com JS. Eu infelizmente não consegui tomar os drinks porque ele devia estar com um certo preconceito com o lado que eu tava sentada, mas eram 4 drinks e para fazer a máquina precisou apenas de 150 linhas de código e uns 100 reais. O que eu mais gostei na palestra dele foi que conceitos tão bonitinhos e politicamente corretos de boas práticas de programação foram enfiados no lixo: o código estava todo maluco. Mas o que importa? Todo mundo tava bebendo, né? HAHAHAHAHAHA

Depois disso, rolou um sorteio absurdo de uma camiseta no palco. O Ed Sheeran brasileiro Erick Krominski já tava meio pra lá de Bagdá com os drinks de JS (tá, nem é pra tanto) e aconteciam umas competições que para ganhar camiseta a pessoa tinha que falar uma frase muito f*da com três palavras.

ÓBVIO que ninguém obedecia isso.

Uma mina chegou e falou “programação pra mim é um caso de amor e ódio”.

???????????????????????????????????? WHAT THE

Teve um outro caso que um cara falou “show me the code”. Teve um lag mas depois a galera viu que eram 4 palavras.

Mas o ápice disso foi um guri “top”. Primeiro que ele disse que tinha 17 anos e que 17 – 3 era 4 (????). Depois da apresentação, soltou a frase pra ganhar: só faltou testar. Só que o cara que competia com ele falou alguma coisa muito melhor. E no final, o guri meteu: é, essa minha frase até que tava boa. Só faltou testar.

MEU DEUS O BRAZILJS FOI ABAIXO

E aí o Erick teve uma ideia genial de, tá, dar a camiseta pro guri que ganhou e pro cara do “só faltou testar” dar um drink de JS.

Mas ele tinha 17 anos.

Ele foi embora de mãos abanando.

É aquela coisa né: o mundo é injusto.

Pra fechar com chave de ooooouro esse eventão, teve o Guilherme falando sobre a carreira dele e sobre Javascript de uma forma mais leve e engraçada. Mas a melhor parte do evento foi ele gritando: EU ODEIO JAVA.

Aí rolou um coro de EU ODEIO JAVA e alguns poucos perdidos na plateia  resmungando. Eu acho… pouco.

Bom, o que dizer? Só sentir desse evento maravilhoso!!! E que venham muitos outros assim!!! Fuieeeee!!!!!