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Camilla

Textos

Ação na creche Primeiros Passos, em Porto Alegre

eu vesti o mascote da umbler (um coala) pra participar <3

Tive a HONRA de conhecer nesta última sexta (08/12) crianças maravilhosas e que tornaram nosso dia um enorme aprendizado.

A Umbler e a RedeHost realizaram uma ação na creche Primeiros Passos, na zona leste de Porto Alegre. É uma região carente e que infelizmente a prefeitura não dá muita bola. Conhecemos a mesma pelo João, um funcionário daqui da Umbler, que iniciou uma campanha em que o pessoal que quisesse poderia ajudar com um chinelo e um brinquedo para cada criança da creche.

Por que chinelo? Porque geralmente este é um item que não é fornecido nem pelos patrocinadores (se é que eles existem), nem pela prefeitura. Sendo assim, as crianças ficam aaaanos com chinelos que ou não servem mais e/ou são cheios de remendos.

Então passaram para nós as crianças, a idade e o número do calçado. Fizemos uma força-tarefa e saímos de Gravataí (cidade onde ficam as empresas) rumo ao local.

Foi uma experiência INCRÍVEL! Aquelas crianças são tão, tão felizes com tão poucos. E nós reclamamos de qualquer coisa no nosso dia. Elas conseguem tirar prazer nas coisas mais simples da vida. São cheias de energia! Não existe tempo ruim, vitimização. Cada uma tem sua personalidade mas respeitam muito as “tias” que cuidam do local.

Lindo o sorriso de cada uma ao abrir os presentes, ao calçar os chinelos. Coisas que pra gente são baratas, mas pra elas são inalcançáveis.

Sempre falo pro pessoal: se você tem a oportunidade de ajudar alguém, AJUDE. Eu raramente nego ajuda, isso simplesmente não faz parte de mim. Desde o morador de rua com fome, até o iniciante em programação que não sabe como codar alguma coisa. Ajudar é uma retribuição enorme, muitas vezes mais pra nós do que pros ajudados, pois dá uma sensação enorme de leveza, de contribuição com o universo. Só quem ajuda sabe.

Tudo que vai, volta. Tudo que plantamos, colhemos. Mas quando ajudamos, a gente aprende a se doar sem pensar no que vão nos dar. Num mundo tão meritocrático, onde somos o que temos, e não o que somos de fato, é cada vez mais difícil pensar assim. Essas oportunidades nos fazem resgatar essa cultura da gentileza, do doar, da valorização do próximo.

Estou muito grata de conhecer essas crianças e essa sem dúvida é mais uma de muitas ações <3

Beijos pessoal!

Tecnologia

Meetup de Node.js na Umbler

Ontem (05/12) ocorreu o 9º meetup da comunidade de Node.js daqui de Porto Alegre. O evento aconteceu na Umbler, empresa que tenho muito orgulho de fazer parte :)

Vou contar um pouco mais sobre como foi essa experiência, afinal foi meu primeiro meetup como coordenadora de um evento. E olha, vou dizer: não foi brincadeira! Não consegui acompanhar tão bem as palestras porque sempre tinha alguma coisa pra fazer, hahahaha! Era água pra palestrante pra lá, organização de sorteio pra cá. Temos sempre que pensar como a pessoa que está vendo a palestra, mas tomar as atitudes: será que tá muito escuro? Que tal acender as luzes? E se o pessoal da live não está enxergando direito a palestra e os slides, o que dá pra fazer?

Nessas horas temos que ter muitos olhos e também muita atitude. Mas, no fim, tudo sob controle: o meetup foi um sucesso! Fiquei surpresa pela quantidade de pessoas que vieram, pois se tratando de Gravataí (que fica na zona metropolitana de Porto Alegre), muita gente acaba ficando com mais preguiça de ir, já que é mais longe. Mas a comunidade é sempre muito disponível e responsável: vieram, e vieram mesmo!

A primeira palestra foi do Palmer Oliveira, onde ele falou sobre Event Loop e sua implementação no Node.js. A ideia era passar para nossos expectadores como construir códigos melhores utilizando este conceito.


Depois, rolou uma palestra muito massa do Vinícius Silva, falando sobre alguns conceitos de testes em Node, como o mocha e o chai. O Vinícius escreveu vários códigos com os testes citados e mostrou pra galera como se faz :)


Tivemos um coffeebreak de respeito ontem: foi hambúrguer do BK! Eu nunca tinha visto nada igual em qualquer meetup, hahahaha! Eu sinceramente tenho pavooooor de hambúrguer assim, mas a maioria é que manda, né?

Também rolou sorteio de camisetas da Umbler e presentes para os palestrantes. Não dá pra negar, né? A Umbler sempre se puxa muito nos eventos :D

Após o coffeebreak teve, na minha opinião, a melhor palestra que vi num meetup. Fiquei simplesmente encantada com a palestra do Vinícius Linck sobre Hunting performance no Node.


Uma das coisas que mais gosto em palestras é quando elas não tem um foco tãaao técnico ou, caso sejam bem técnicas, os conceitos são bem esmiuçados. Isso é excelente, porque quando você dá palestras muito técnicas e não explica tão detalhadamente o código ou a tecnologia, qualquer coisa que a gente não entende já se perde, e muitas vezes perdemos todo o entendimento da palestra.

É muito importante que as apresentações tenham muitas imagens, explicações de fácil assimilação e que seja possível visualizar bem o que você está mostrando: cores muito claras em fundos claros, falta de contraste, letras pequenas… tudo isso torna cada vez mais difícil de entender o que a pessoa quer expressar. E dali, pro desfoque e distração é um piscar de olhos.


O que o Vinícius Linck fez foi uma aula, não apenas da tecnologia que ele queria passar, mas de boas práticas numa apresentação. Se você não conseguia ler, ele se importava e explicava o código. Mesmo conceitos famosos entre desenvolvedores (e que dão uma enorme dor de cabeça) como latência foram muuuuuito bem explicados por ele, nos dando inclusive uma outra visão de algo que teoricamente já aprendemos.

Uma outra coisa que eu acho INCRÍVEL nos meetups de linguagem de programação é quando esta linguagem não é tratada a pão-de-ló (como diria minha mamãe): a linguagem não está acima de um pedestal e nem é melhor que as outras. Temos que reconhecer quando uma linguagem de programação não funciona bem para algo que queremos. Eu adoro meetups em que as pessoas palestram sobre coisas que deram muito errado dentro daquele tema principal (seja em Node num meetup de Node, em C# num meetup de C#, e assim vai), pois isso ajuda pessoas que podem ter problemas parecidos a resolvê-los, além de agregar muito mais à comunidade do que simplesmente falar “NOSSA, ESSA LINGUAGEM É ÓTIMA, USEM!”.

E um último ponto sobre a palestra de Linck e que foi comentado no nosso fishbowl, é a importância de conhecermos a teoria e o que existe por trás de uma linguagem de software. Eu não fazia ideia de que a linguagem por trás do Node.js era C++. Olha o impacto da escrita do nosso código ao sabermos mais essa informação!

Muitas vezes não conhecemos a teoria da linguagem de programação e preferimos encontrar atalhos: módulos, bibliotecas complementares, entre outras coisas para tapar buraco. Às vezes o que queremos fazer já até existe na linguagem de programação nativa, mas por preguiça preferimos pegar algo que está mais na mão naquele blog de programação conhecido.

Tudo o que codamos temos que entender que tem um impacto. E a teoria é essencial para sabermos qual é o rumo que nosso código está tomando, não só para nós, mas também para outros que trabalharão com nossos projetos.

Foi incrível o quanto eu aprendi ontem. A imersão na comunidade é algo que tem me feito muito bem, e recomendo para todos. Agradeço a Umbler e ao Node.js POA por mais essa oportunidade :)

E não se esqueçam: dia 12/12 tem NodeGirls na TW!

Até mais pessoal!

Tecnologia

Insiter: You inside the web!

essa foto definitivamente não está boa hahahaha

E aí pessoal, tudo bem? Vou falar um pouco hoje sobre como foi o evento de sábado passado (02/12), o Insiter!

O foco do evento era desenvolvimento web. Fiquei sabendo em cima da hora sobre o acontecimento e me surpreendi com a grade! Muito boa! Então o pessoal da Umbler, como bons patrocinadores, tiveram a oportunidade de ir e conhecer mais do projeto.

Comentarei um pouco das minhas palestras favoritas com vocês :)

O evento começou com Ícaro, diretamente da Globo.com, falando sobre como eles utilizam o Twitter nas coberturas ao vivo. É muito mais simples para a Globo.com utilizar tweets do que posts de uma plataforma própria, pois eles não precisam se preocupar com questões de servidor (espaço, RAM, etc). Porém, eles tiveram vários problemas até encontrarem um modelo de projeto ideal (e estava passando tudo isso para nós).

Eles conseguem também uma conexão maior com os leitores, visto que eles rastreiam não apenas os jornalistas e famosos, mas também as hashtags que estão sendo postadas. Muito massa, né?

Depois graças a deussss rolou um coffeebreak porque eu estava morrendo de fome. E que coffeebreak, hein pessoal?

Depois do coffee rolou uma palestra da Carolina Campos, que já me é familiar do BrazilJS: ela falou sobre arquitetura serverless. Foi uma palestra muito bacana e, pra mim, mais legal ainda que a do BrazilJS, que tinha sido sobre microsserviços. A Carol faz parte de uma empresa que está integrada a um projeto do Itaú, chamado “Cubo”. Dentro deste projeto, existem várias startups que têm por desafio construir projetos com tecnologias inovadoras. A Carol está codando bastante com BAAS (Backend as a Service), FAAS (Function as a Service) e trabalhando com ferramentas da AWS como o DynamoDB e o Lambda. O mais bacana destas ferramentas é que você literalmente utiliza o que processa. Um exemplo prático disso é que as funções que ela joga na AWS Lambda só são cobradas o processamento. Então se a função só rodou uma vez no dia, só é cobrada aquela vez no dia.

Tecnologias que só pagamos o que usamos são muito top, né? Isso me lembra a Umbler ;)

Uma outra palestra que me chamou muito a atenção foi a do Matias, sobre uma tecnologia chamada Flow. Não, não estamos falando do funk.

Flow é um “tester” pra Javascript, para testar as funções. O flow é uma biblioteca muito simples, editável e que roda exclusivamente localhost. Você seta o que tem que vir nas funções e, ao rodá-lo junto com seu código, ele verifica se o que está vindo de parâmetro está correto. Por exemplo:

Existe uma função myfunction que recebe como parâmetro exclusivamente dois números. No flow, você escreve que esta função tem que vir dois números. Se em algum momento do projeto os parâmetros são um número e uma string, o flow vai apontar erro antes mesmo de isto ser feito deploy e ir para produção :)

O Javascript é uma linguagem de tipagem dinâmica. O flow “força” a tipagem, evitando erros e resultados desagradáveis em funções.

O que curti na palestra dele é que, de forma irônica, ele também comemorou um pouco o título do Grêmio, hahahahahahaha

Teve uma palestra muuuuito massa do Fuad Saud, sobre como o Nubank resolveu alguns probleminhas que eles tinham de ter que toda hora dar deploy para a store dos dispositivos móveis para que o cliente tivesse acesso a algumas funcionalidades novas, principalmente em partes de cadastro.

Teve a Débora falando sobre desenvolvimento multiplataforma e suas vantagens. Ela é uma fofa e adorei sua didática!

E pra finalizar com chave de ouro, teve a fantástica da Cynthia, que tive o imenso prazer de conhecer, que encabeça um projeto que começou no Rio Grande do Sul, chamado womakerscode! Ela trabalha na Microsoft e contou um pouco de algumas ferramentas para melhorar e compreender a performance da sua aplicação web. A mais bacana foi uma nova, lançada pela própria Microsoft, chamada Sonar! O Sonar é incrível: além dele falar como anda a performance do seu site, ele ainda diz se ele está ok para ser um PWA.

Mas tá, o que é PWA?

Digamos que PWA são aplicações web com potencial para se transformarem em aplicativos de store de dispositivos móveis. Só que você não precisa ir até uma store (Google Play, por exemplo) e baixar: você pode simplesmente criar um atalho para a tela inicial. Ele salva suas informações no cache e funciona exatamente como um aplicativo, mas no navegador do seu celular. Incrível, né? É muito mais simples do que toda a função de subir uma aplicação, depender de atualizações…

Além do Sonar, ela falou de outras ferramentas, como o WebPageTest. Mas a melhor mensagem foi tudo o que ela disse sobre diversidade, ajudarmos uns aos outros no meio da tecnologia e… BAM! Vai rolar evento de TI para mulheres no dia 31 de março, aqui em Porto Alegre! Eu estou surtaaaaando e com certeza quero ajudar MUITO. Bora lá!

O evento foi fantástico e superou minhas expectativas. Estou ansiosa para o próximo ano! Yaaaaaaassssssss!

Até mais pessoal :)