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Diferenças entre São Paulo e Porto Alegre

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Chimarrão é uma coisa realmente muito boa <3

Essa é uma coisa que sem dúvida as pessoas sempre me perguntam. Quais são, afinal, as grandes diferenças entre Porto Alegre e São Paulo? Há toda aquela história de que ambos são separatistas… pra ser bem sincera, os movimentos separatistas de São Paulo são absurdamente pequenos. Pelo que eu vejo, né. Enquanto isso, as pessoas no sul no máximo demonstram uma grande admiração pela cultura gaúcha. Não existe aflorado aquele sentimento “nós vamos nos separar”. Apenas brincadeiras de suposta superioridade. Poucas pessoas levam isso realmente a sério, pelo que eu vejo nas ruas.

Mas com certeza o povo gaúcho tem boas diferenças com o pessoal de Sampa. Pra começar que eles têm água e a gente não (e isso é bem tenso hahahahaha, vivo sendo zoada aqui por isso).

A verdade é que acho que não tá fácil pra ninguém. Mas vou adorar falar um pouco mais desse estado que eu tô amando *-*

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Diário Memes Reflexões Textos

Blogofera atual x Blogosfera oldschool

Um dos meus primeiros layouts. Bevelado e cheio das frescuras que eu amava… e com minha Sharpay! <3 Quem lembra dos awards daquela época?

Post que faz parte do projeto Rotaroots.

É muito bacana ficar lembrando da época dos layouts bevelados, dαqυєlαร lєтяαร єรcяiтαร αรรiм (tinha gente que comentava desse jeito, queria saber de onde tirava tanta paciência!), dos PSD’s, da época em que quem fazia sucesso não era a Bruna Vieira mas sim a Janaína do Classic Luv, a guria do Drikoti.net… e assim vai. Quem lembra do Coisinhas 4 You, que era no MyBlog e as meninas não só disponibilizavam layouts maravilhosos como também eram viciadas em Rebelde? Gurias que eram famosas porque tinham coisas a oferecer. Hoje em dia, parece uma batalha em que as cartas são sempre as mesmas.

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Feminismo Reflexões Textos

vagão rosa: por que problematizar?

começando post com mulher negra poderosa sim!!!!!!

[P]ense na seguinte situação: você está usufruindo do transporte público. Algo que é um direito seu. De repente, num ato nojento, você percebe que está sendo abusada dentro do vagão onde se encontra. Passam a mão em você, se esfregam em ti e/ou tentam tirar fotos de suas partes íntimas. Você não tem pra onde correr, e tem vergonha de gritar. A porta do vagão se abre após parar numa estação qualquer e você desce desesperada, se sentindo suja, contaminada, violada. Enquanto isso, o infrator, o misógino, o crápula, passa despercebido enquanto o vagão onde ele se encontra vai embora lentamente. E você ainda se pergunta: será mesmo que você não tem culpa nisso?
Lógico que não. De calças, shorts ou saias, o vagão é um lugar livre assim como qualquer outro lugar. Ninguém deve nos privar do direito de ir e vir, muito menos do direito de andarmos sem termos nossa sexualidade constantemente violada, agredida.
Quem é a culpa de tudo isso? Do cara, que num ato pavoroso, te invade, ou da mulher, que estava em seu lugar apenas indo para mais um dia de trabalho, ou mais uma reunião com xs amigxs, e que não tem como se defender pois muitas vezes tem medo da reação do sujeito? Afinal, muitas mulheres chegam a reclamar até com guardas do metrô e nada se é feito.
A culpa é de quem?
Para um projeto de lei aí, a culpa é nossa.

A proposta, de autoria do deputado estadual Jorge Caruso (PMDB), foi aprovada no último dia 4 na Assembleia Legislativa de São Paulo e agora aguarda sanção ou veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
O deputado afirma que o objetivo do projeto é reduzir os casos de assédio sexual no transporte, principalmente nos horários de pico. Os movimentos feministas, por outro lado, argumentam que a medida não resolve o problema e só aumenta a segregação.

Não somos nós mulheres (trabalhadoras, estudantes, ou que seja), que devem ser enfiadas dentro de um único vagão em todo o trem como “tentativa de diminuir o assédio”. Somos maioria na população e, o mínimo, seria que houvessem vagões maiores. Mas o problema não é esse.
Não é a mulher que tem que se prender numa jaula como se lá fora houvessem vários homens sedentos prontinhos para atacar o primeiro pedaço de pele. É o homem que, com sua educação machista deste pequeno dentro da sociedade, deveria entender que a mulher não é um manequim na vitrine que se invade e se faz o que quiser. É o homem que deveria pelo menos tentar entender que mulher não é objeto sexual para um momento de prazer antes de sair do vagão e ir para o trabalho. Mulher não é prazer. Mulher é gente. E mulher deve ser respeitada, seja em qual espaço for.

Vagões para homens, vagões para mulheres… isso não resolve o problema. Pois ainda vão haver caras abusando garotas fora dos vagões. Enquanto uma educação seria expansiva e não abrangeria apenas o transporte público. Chega a ser segregação botar homens num lugar e mulheres no outro. Daqui a pouco eu vou ter que transitar só num lugar x porque se eu for pro lugar z eu vou estar ~tentando um homem~. Tentando por que? Por que sou mulher?

Além de milhares de mulheres em horário de pico da volta ou ida ao trabalho terem que se espremer igual uma lata nesses vagões, é muito provável que caso uma mulher não esteja num “vagão rosa” (o que é direito dela), ela pode ser culpabilizada pelo abuso sofrido: “ah, mas você não tava no seu vagão… rs”. Não existe meu vagão. O vagão que eu vou é o que eu quiser e ninguém deve abusar do meu direito como cidadã nem do meu corpo por simplesmente estar usufruindo de um espaço que também é meu, oras!
Sem contar as notícias que sabemos de homens que entram dentro de vagão rosa e, não só isso, como agridem mulheres que tentam retirá-los do local. Se não bastassem nos colocarem numa jaula, ainda o agressor insiste em querer entrar dentro dela.

Como se não bastasse tudo isso, ainda temos que lidar com a imposição de gênero entorno do vagão: vagão cor de rosa, propagandas de maquiagens, sapatos, roupas e produtos de limpeza. Como se a mulher fosse uma Susi Dona de Casa e Feliz. Me poupe. Mulher não é só isso. Não tentem nos reprimir, nos encaixar, nos criminalizar. Estamos afrente disso tudo!

Às mulheres!

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[Lady Gaga – Scheisse]