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MeetUp de .NET em Porto Alegre

eu exaltando o farinha, gatinho lindo da RedeHost/Umbler ♥

E aí pessoal, beleza? Bora lá compartilhar mais um conteúdo bacana com vocês. Desde quando reiniciei minha tour pelo mundo dos eventos de TI, fiquei um pouco viciada nisso, hahahahahah Então comecei a procurar algumas comunidades pela plataforma MeetUp, onde formam-se grupos em torno de um assunto em comum onde os mesmos podem debater ou criar eventos (que é o foco principal, reunir o pessoal e falar bastante sobre).

Em Porto Alegre, apesar da comunidade TI não ser um formigueiro como em São Paulo, cresce o número de pessoas que querem mudar esse cenário (uuuufa). Fiquei muito feliz quando descobri esse MeetUp de .NET em POA, já que é minha linguagem de programação favorita (e sendo assim, quero buscar muito conhecimento SIM e aprender coisas novas).

O mais forte do MeetUp não foram as palestras em si (que foram muuuuito legais também, galera!), mas os debates que começam em torno de um assunto.

A primeira palestra foi do Leonardo de Oliveira, da CWI, onde ele deu uma introdução ao MS Azure. A Azure, pra quem não sabe, é uma plataforma de execução de serviços e aplicativos utilizando computação em nuvem.

Ele mostrou muitos conceitos básicos como SaaS, IaaS, PaaS, como funciona a administração dos recursos, algumas dicas para migração de dados de um servidor físico para a nuvem, etc. Mas a coisa mais legal sem dúvida foi a apresentação do BD Cosmos do Azure, que é um serviço de banco de dados multimodelo distribuído globalmente.

O BD Cosmos Azure garante a quantidade ilimitada de seus recursos em qualquer parte do globo, pagando apenas o que você utiliza, garantindo uma latência impressionantemente baixa (99º percentil). Com ele você pode escolher com quais tipos de banco de dados trabalhar, indo do MySQL ao MongoDB. Você tem direito a dimensionar elasticamente as taxas de armazenamento e transferência a qualquer momento, trabalhar com diferentes níveis de consistência e com uma plataforma multimodelo que suporta vários tipos de APIs. Tenha a segurança Microsoft de trabalhar com bancos de dados rigorosamente testados e que atuam com SLAs líderes de setor.

Com base nos grandes clientes, como Toyota, LG e até o Real Madrid (VISCA EL BARÇA desculpa), dá pra ver que existem aplicativos críticos distribuídos e muito bem suportados por todo o mundo. Nele, você também pode trabalhar com personalização, internet das coisas, jogos, varejo, etc. De tudo, o que mais fiquei impressionada é que eu não sabia que a Azure dava suporte ao Mongo, pois já faz um tempinho que não mexo nas bandas da Azure e, quando trabalhava com eles era tudo uma virtualização mais basiquinha de servidores leves.

No meio do debate, rolou um merchanzinho básico do RavenDB. O debate foi: afinal, qual é melhor? A Azure e seu suporte aos diferentes tipos de banco ou o RavenDB?

Mas tá, o que é RavenDB?

Antes de explicar, quero dizer que nessa palestra a gente compreendeu que todas as perguntas no mundo da TI chegam em uma única resposta: DEPENDE.

“Tá, mas isso em produção irá funcionar?”

Depende.

“Será que se acessarem muito essa aplicação, não vai cair o site?”

Depende.

“Será que se a Umbler me chamar pra trabalhar, eu vou topar?”

DepNÃO PERA

E tá, qual é melhor? RavenDB ou Azure usando… sei lá, MongoDB? DEPENDE.

O que é RavenDB? É um banco de dados NoSQL, open source programado em .NET. Possui uma excelente integração com todo o ambiente Microsoft, podendo realizar queries com LINQ de uma forma muito simples. Mas ele não está restrito apenas à Microsoft, podendo trabalhar com diferentes linguagens de programação.  O RavenDB trabalha com documentos e tudo é salvo em formato JSON. Um dos grandes ganhos do RavenDB é a performance.

Tá… mas qual é melhor? O que funciona melhor?

Bom, no nosso debate, destacamos que migrações são mais fáceis no RavenDB do que no Mongo. Mas a melhor forma de descobrir isso é saber do que você precisa e se um dos dois atende os requisitos.

minhas fotos são horríveis SIM

Depois, veio uma ótima palestra do Gabriel Schmitt da Society sobre Multi-tenant apps com aspcore e Azure. O Gabriel trabalha em uma empresa que oferece softwares para clubes de futebol. O que é uma doideira, pois as regras de negócio de times de futebol são uma viagem. Por exemplo: se você é filiado ao clube, a sua mãe tem direito a entrar, mas só se ela tiver até XX anos e não tiver sido associada do clube anteriormente. Porém, se você tem um companheiro ou companheira, isso muda tudo, sua mãe só tem direito a 50% das instalações e blah blah blah… Time de futebol é loucura.

né pastor?

Não entrando muito em conceitos tãaaao técnicos aqui, eu posso resumir que ele falou bastante de como funcionavam os Tenants e mostrou códigos de interfaces que se assemelham muito com algo em produção já. Eles trabalham com subdomínios pra cada time em que em cada um deles têm o software prontinho pra ser utilizado.

E como administrar e customizar softwares para clientes tão parecidos, mas tão diferentes? O Gabriel focou muito na dificuldade de mudar alguns processos internos, linguagens de programação e até na adição de novos conceitos e tecnologias dentro da empresa, já que é uma software house muito antiga no mercado (mais de 25 anos). Infelizmente, tem programador que tem bastante resistência ao novo. Mas, com um trabalho de formiguinha, eles foram introduzindo num software legado tecnologias como Angular, React e a utilização do próprio RavenDB. Isso acaba entusiasmando pessoas que antes eram contrárias às novas tecnologias para trazerem conteúdo também. Acho que este foi o ponto mais bacana da palestra: vimos que o programador é, muitas vezes, um cara arrogante, fechado pro novo e que acha que só funciona o que ele sabe fazer. Os motivos pra agir assim podem ser muitos: preguiça, receio de não conseguir aprender, a vontade de querer que a empresa dependa dele… só que um dia a casa cai. Né?

Por último teve a palestra que eu pelo menos mais estava esperando, que é a de introdução ao IdentityServer 4. O João (meu deus muito obrigada por disponibilizar o github hahahahaha) desenvolveu no Visual Studio um sisteminha bem rápido de login e nos explicou como funcionava a IdentityServer. Como configurar, os tipos de chave, etc. O ponto alto da palestra na verdade foi entender o que se pode fazer no IdentityServer e o que seria melhor usar o ASP.NET Identity Core. E então, chegamos a uma conclusão: o desenvolvedor sempre tem que se perguntar “devo?”, “posso?”, “quero?”. Se uma das respostas for não, então você tem que rever o que está fazendo com seu código.

Muitas questões da palestra voltaram mais pra parte técnica, e você pode ver como o João trabalhou em cima do código aqui no github dele.

Outros pontos altos do debate foi a exaltação à programação funcional e um recado: o WebForms está morrendo. Ou será que não? Foi um assunto polêmico e que tem defensores fervorosos de ambos os lados.

Bom, o evento foi ótimo. A DBServer tem uma estrutura show de bola no TecnoPuc e o pessoal é 10. E mês que vem já tá marcado o próximo MeetUp: dia 23. Vocês podem saber mais no MeetUp da comunidade aqui.

Fui pessoal!

Tecnologia

DevOpsDays Porto Alegre

A minha publicação também está disponível no Medium da Umbler! Corre lá: https://buff.ly/2vmXoSb

Depois de séculos fui a um evento na área de TI. O último que fui era na verdade uma seleção do Centro de Inovações Microsoft, onde foi realizado um DOJO na sede deles, no TECNOPUC. Para quem não sabe, o TECNOPUC é um dos maiores polos tecnológicos do país. O local é incrível e possui uma série de empresas muito fodas de TI, como a própria Microsoft, ThoughtWorks e a TOTVS.

Mas lá vou eu novamente para o mundo dos eventos tecnológicos, regados a coffeebreaks gostosos e cappuccino de graça.

Ok, logicamente não foi o motivo (único) que eu fui, mas também porque DevOps é algo que tá na ponta da língua da galera de TI, principalmente quando se trabalha com versionamentos, virtualização, GIT, deploys, blah blah blah whiskas sachê. Afinal, o que é DevOps? Segundo a IBM:

DevOps é o alinhamento do time de desenvolvimento com o time de operações, em relação à processos, ferramentas e responsabilidades, visando acelerar as entregas em produção com um elevado grau de qualidade. Enquanto o desenvolvimento ágil aproximou as equipes de desenvolvimento do negócio, reduzindo os gaps entre essas áreas, o DevOps traz agilidade para as entregas reduzindo os gaps entre desenvolvimento e operações.

É como se fosse uma fusão da equipe de desenvolvimento (nós, programadores go horse) com a equipe de infraestrutura (bem menos go horses) para que entreguemos um software funcional e organizado, leve e com a documentação de versionamentos em dia. E a ideia é que as implementações sejam cada vez menos complicadas e que um time, apesar de cada vez mais integrado ao outro, dependa cada vez menos um do outro.

O evento que eu fui ocorreu em Porto Alegre, na Faculdade SENAC próxima à Avenida Lima e Silva, principal da Cidade Baixa. Tive o enorme prazer de já ir com a minha mais nova equipe de trabalho, o pessoal da Umbler.

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Eventos Feminismo Reflexões Tecnologia

Encontro de Gerações de Mulheres em TI no UOLDiveo

“este não é o PC do meu namorado!”

[I]nfelizmente ontem foi o último dia da Semana da Mulher na Tecnologia. Eu não pude participar de todos os eventos da semana por questões logísticas e também de tempo, mas no post passado comentei sobre a abertura da semana, que foi na TOTVS daqui de São Paulo. Hoje, publicarei sobre o evento de encerramento, que foi um encontro muito bacana com várias mulheres relacionadas a TI, de diferentes idades.

O evento aconteceu no Auditório da Folha com apoio e participação de várias funcionárias do UOLDiveo, que é uma parte da empresa destinada aos trabalhos de TI. O evento começou com a apresentação das palestrantes, dentre elas, uma que eu já conhecia do evento da TOTVS e ajudou na organização: a fofa da Camila Achutti, do blog Mulheres na Computação.

A palestra seguiu bastante os moldes da que ocorreu na TOTVS: nós abordamos a questão do preconceito e o que a mulher tem de enfrentar dentro do mercado de TI. Dividimos algumas histórias absurdas envolvendo machismo e o subestimar do potencial feminino nestas áreas tão “masculinas” (que a história já provou ser mentira). Ao longo do debate tentamos encontrar soluções para que a mulher não tenha tanto receio do mundo da tecnologia e se sinta cada vez mais confortável para trabalhar na área. No final, fizemos grupos onde cada representante falou um pouco sobre o que acha que deve ser mudado dentro da sociedade para que as próximas gerações de estudantes e atuantes em TI sejam cada vez mais femininas.

eu e a camila achutti, logo após o encontro! :3

Muitas questões foram abordadas, como a educação dos pais em casa, a construção social de gênero, a pressão masculina do ambiente, a falta de oportunidades ou de incentivo para entrar no mundo de TI, etc. No meu grupo, onde eu fui a representante, nós tocamos em dois assuntos muito importantes: as mulheres muitas vezes não entram em áreas voltadas à tecnologia porque não sentem uma figura forte feminina lá dentro, ou seja, uma inspiração. Que garota nunca viu alguma outra em um filme, com uma personalidade forte, executando alguma tarefa e pensou: nossa, como eu queria ser ela! Que garota nunca quis ser a Mulher Maravilha? Precisamos de alguém forte que seja propagado e nos inspire. E isso falta muito em TI. Que mulher temos de referência em TI? VÁRIAS. Mas elas não são tão divulgadas quanto os homens, e a propagação destas mulheres é fundamental para que novas meninas se identifiquem e queiram participar desse nosso mundo.

E se no nosso meio ou por perto não há figuras para meninas se inspirarem, que nós, garotas já ingressas no mundo da tecnologia, sejamos essa inspiração. Que tragamos para garotas mais jovens que não conhecem ou tem curiosidade em TI uma ideia fora do padrão de que programar é chato, é coisa de homem, não dá tempo de vida social, etc.

O outro ponto que abordamos é estimular a autoestima nas mulheres que já estão no mercado. Muitas garotas têm conhecimento, são inteligentes, sabem como desenvolver naquela plataforma, mas por insegurança acabam não aplicando e desistindo de um emprego. Ao contrário do homem, que às vezes nem domina a área mas entra no emprego porque tem confiança suficiente de que irá aprender de qualquer jeito aquilo que foi pedido.
Temos outros exemplos: mulheres quando conseguem um freelancer, cobram às vezes um valor muito abaixo do que realmente vale, por medo de perderem o cliente. Também há casos de mulheres dentro de empresas terem uma pretensão salarial bem abaixo do que um homem pede e ganha, porque não se sentem confiantes o suficiente. Não! Não pense assim! Você estudou, você é capaz, e você não só pode como DEVE ter seu trabalho valorizado!

Logicamente, não devemos dizer que se a mulher não é tão destacada em TI isso é culpa da sua autoestima: não! Nunca! A culpa de tudo isso é em como o mundo em que vivemos constrói socialmente nosso gênero, de forma que tudo que saia daquilo que a sociedade diz ser “de mulher” é considerado um caminho tortuoso para nós, nos afastando de áreas que inicialmente eram inclusive nossas (como a própria área tecnológica) através de pensamentos que são fincados em nossa mente, querendo nos tornar cada vez mais inseguras e menos contestadoras. Afinal, o sistema lucra em cima das opressões. Ou você acha que não é vantajoso para uma empresa ter uma mulher executando o mesmo serviço (ou até mais) do que um homem mas ganhando menos que ele?

O legado que esta Semana da Mulher na Tecnologia deixou é o de autoconfiança e união. A autoconfiança de entendermos que somos capazes de pegar qualquer trabalho, qualquer código, qualquer coisa… nós vamos conseguir! A autoconfiança de não se calar perante situações de machismo conosco ou com nossas colegas e nos impor quando vemos uma situação de injustiça ou percebemos que estamos sendo passadas para trás… por sermos mulheres!

Quando falamos de união, devemos quebrar o falso estereótipo de que mulher não é unida, mulher se detesta, etc. Isso tudo é feito categoricamente para nos separar e, consequentemente, nos enfraquecer. Se temos segurança em algo, devemos passar isso para nossas companheiras. O que conhecemos deve ser dividido entre nós, para nos fortalecer. Juntas, somos fortes e tomaremos todas as áreas do conhecimento! Porque o dom da multifuncionalidade nós sabemos melhor do que ninguém.

E que tenham cada vez mais semanas como esta e nos mais variados lugares! :)

Todo poder às mulheres!

Bikini Kill – Rebel Girl

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