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Cadê as mulheres no meu evento de TI?

Galera, estava eu confabulando e dando uma olhada em alguns eventos de comunidade e fiquei bem chateada com o baixíssimo número de mulheres palestrantes. Toquei sobre esse assunto com as meninas maravilhosas do Django Girls e do Pyladies esse final de semana agora e descobri um bingo da “falta de diversidade de mulheres palestrantes”:

Essa página é ótima e se chama allmalepanels, que retrata eventos e trabalhos que só possuem caras.

A Renata passou outro bingo, mas eu perdi ele e achei esse muito bom também. Para quem não sabe inglês, esse bingo retrata as desculpinhas de não terem mulheres como palestrantes nos eventos de TI.

  • Mulheres não se interessam por esse assunto.
  • Não há mulheres suficientes qualificadas neste assunto.
  • Precisamos de grandes nomes para estas palestras, e poucos são mulheres.
  • Na verdade, é um campo dominado por homens.
  • Não há muitas mulheres nessa posição.
  • As mulheres que chamamos iam estar ocupadas no fim de semana ou cancelaram pouco antes do evento.
  • Mulher não pode ser palestrante porque é conhecida por falar demais.
  • Tentar introduzir mais mulheres como palestrantes é sexista (wtf porém é real).
  • Selecionamos as melhores palestras, e dentre elas não haviam mulheres.
  • Não podemos chutar homens das grades só para colocar mulheres.
  • Não podemos colocar uma mulher onde ela não se encaixa.
  • Mulheres são tímidas.
  • Mulheres na grade? Ninguém pensou nisso antes!
  • Mas as mulheres não submeteram ao evento!!!
  • AH, então me indica você uma mulher aí!
  • Não conheço essa aí.
  • Não tem muitas mulheres pra irem nos eventos.
  • Estamos apenas atendendo a demanda.
  • Mulheres precisam agir mais como homens (kakakakaka)
  • Participantes querem ouvir pessoas parecidas com eles mesmos.

Você já leu essas frases? Já ouviu da boca de alguém? Então, pode apostar, temos algum problema nesse evento.

Gráfico mostra como foi aumentando absurdamente a diferença entre homens e mulheres em posições de tecnologia, como analistas e cientistas

Mulheres por mais que ocupem bem menos os cargos de TI do que homens (por um problema da própria sociedade e da propaganda massiva que separou mulheres da tecnologia na época do boom dos computadores pessoais, por volta de 80), existem mulheres! Muitas! Elas lotam eventos como: DjangoGirls, NodeGirls, Women Techmakers, WomakersCode Summit, Pyladies, AfroPython, RailsGirls! Existe um site só com eventos de inclusão, que é o CODAMOS.

Tá, olha essas fotos! Cheias de mulheres! Muitas! Cadê elas no meu evento?

As mulheres vão em eventos que representam elas. Se as mulheres não se enxergam naqueles eventos, elas simplesmente não aparecem. Foi o caso do Node POA, em que o Henrique Schreiner fez esse contestamento para mim logo após eu ter sido a primeira mulher a palestrar em um meetup de um evento que já ocorria há quase dois anos.

Depois de quase dois anos, eu era a PRIMEIRA mulher a palestrar. Como vamos nos sentir confortáveis num espaço cheio de homens? Foi aí que surgiu a necessidade de um processo de inclusão, que virou algo muito maior. Virou o NodeGirls.

Nossa, mas a gente não morde!

VOCÊ pode ser um cara legal. Mas muitos, muitos não são. TODAS as mulheres já passaram por situações de machismo. Desde piadinhas idiotas e cantadas imbecis na rua até, infelizmente, situações muito mais graves. Contando um pouco da minha carreira, por exemplo, ouvi muito em um dos meus trabalhos que TI não era para mulheres, e que “mulheres são de Humanas, mais delicadas, e que foram feitas para trabalhos menos racionais”. Ouvi coisas ainda piores: que mulheres eram contratadas porque rivalizavam entre si, e isso rendia maior produtividade. Muito pelo contrário! Aquelas brigas provocadas geravam guerras de ego horríveis e o ambiente se tornava cada vez mais péssimo, quando todas nós podíamos ser irmãs se ajudando. Era a rivalização feminina, produto do patriarcado, sendo alimentado como o monstro que é.

Para melhorar a situação, neste mesmo trabalho fui poucos meses depois assediada sexualmente. Um dia após o assédio, a pessoa que me assediou disse que “agiu propositalmente como um psicopata”. Outro dia se foi e a mesma disse que “não foi nada demais”. Isso, sem contar o quesito pessoal, onde já sofri todo tipo de abuso, seja sexual, psicológico, o que fosse.

Sabe qual a pior coisa desse quadro? É que muito provavelmente eu não sou a única mulher em TI que passa por essa situação. Várias mulheres, dentro do fishbowl do NodeGirls, por exemplo, fazem denúncias de não serem contratadas por serem mulheres, por terem “maridos que podem sustentá-las”, denúncias de professores babacas que destroem carreiras e fazem mudá-las de curso ou abandonar a faculdade, etc. Sem contar os casos muito mais graves.

E quando vamos pensar em interseccionalidade? Vários casos de racismo, LGBTQfobia e discriminação por classes sociais. É como se fosse mais do que uma opressão: fosse uma casta, e fôssemos sujeitas a isso eternamente.

Sou mulher. Cresci na periferia paulista. Oriunda do movimento punk. Sou bissexual. A opressão vai muito além de ser mulher ou não.

Uma mulher vai em um evento e só vê homens. Nenhuma mulher para ajudá-la ou lhe passar segurança. Por mais que sejam caras legais, ela não sabe disso. E isso vai remetendo-a a uma série de situações desconfortáveis de um passado (ou presente) de situações de sexismo. Ela não quer estar naquele lugar.

Pense na seguinte situação: uma mulher está sozinha na rua e são dez horas da noite. Existem vários caras andando na rua. Todos eles são gente boa. Mas você pode ter CERTEZA que NENHUMA mulher vai ficar confortável naquela situação. O mesmo ocorre em eventos com falta de representatividade.

Se você um dia já se viu falando alguma das coisas do bingo ou dos tópicos, vale a atenção. E mais:

  1. O seu evento possui na organização alguma mulher?
  2. Você pensa na cota de 50/50 de palestrantes homens e mulheres? Busca aplicá-la?
  3. Como está o código de conduta desse evento? Existe? Ele pensa em mulheres cis, trans, na comunidade LGBT como um todo, na questão racial? Vai ter gente para ajudar em situação de perigo de participantes? E melhor ainda: existem pessoas que VÃO perceber quando um participante está em perigo ou não?
  4. Quais são as iniciativas de diversidade da sua comunidade TI? Simplesmente esperar que um call4papers com uma mulher caia do céu?
  5. Tem muito mais homens do que mulheres? O que você busca fazer para mudar esse cenário? Você está fazendo alguma coisa?

Sobre patrocinadores:

  1. Estes patrocinadores possuem programas de inclusão e diversidade? Lembrando que INCLUSÃO e DIVERSIDADE são coisas diferentes.
  2. Eles possuem histórico ruim sobre diversidade e inclusão? Se sim, se redimiram e estão tentando mudar esse aspecto? Afinal, ninguém nasceu “feminista”, mas nunca é tarde para se redimir e mudar.

Diversidade é o que já existe na empresa. Se ela já é mista, com diferentes tipos de pessoas. A inclusão é incluir mais pessoas diversas :)

Tá, mas afinal, pra quê mulheres na organização e não só como palestrantes? Para elas saberem as situações de machismo e alertarem na organização. Poderem fazer algo voltado para o conforto de mulheres. Para fazerem valer o código de conduta. Existem caras legais, mas eles foram criados na sociedade patriarcal e eles não sabem tudo sobre o que é ou não machismo, porque ainda são machistas em algum ponto. Então, quem vai fazer essa observação em um desrespeito do código de conduta ou até em uma reunião sobre como tocar o evento vai ser uma mulher. E essa mulher precisa ter voz. Não adianta colocá-la para dizer “olhe como meu evento é diverso, temos até mulheres”. Não somos feitas para vitrine de ninguém. O papel dela é mudar a vida de outras mulheres.

E se eu não encontrar mulheres para tocar isso comigo? Nossa rede é enorme. Acho difícil. Mas… fale com outras. Se elas não toparem, peça indicações. Fale até comigo, sei lá! A gente, quando o assunto é ajudar mulher, sempre pensa numa forma de ajudar. Às vezes não dá para estar 100% numa organização de um evento, mas uma call com dicas para tornar o evento mais inclusivo + um acompanhamento já ajuda bastante. É o que eu já fiz por exemplo e deu um resultado bacana em um evento aqui do sul.

Pensem em mulheres. Somos uma realidade. E vamos tomar cada vez mais espaços, pois não aceitamos mais sermos silenciadas. Não buscamos supremacia, apenas não queremos mais ser caladas.

Você gostou? Bacana! Você é nosso aliado!

Você não gostou?

Bom, eu sinto muito. Você terá que mudar, ou será engolido.

Eventos Feminismo Reflexões Tecnologia

Encontro de Gerações de Mulheres em TI no UOLDiveo

“este não é o PC do meu namorado!”

[I]nfelizmente ontem foi o último dia da Semana da Mulher na Tecnologia. Eu não pude participar de todos os eventos da semana por questões logísticas e também de tempo, mas no post passado comentei sobre a abertura da semana, que foi na TOTVS daqui de São Paulo. Hoje, publicarei sobre o evento de encerramento, que foi um encontro muito bacana com várias mulheres relacionadas a TI, de diferentes idades.

O evento aconteceu no Auditório da Folha com apoio e participação de várias funcionárias do UOLDiveo, que é uma parte da empresa destinada aos trabalhos de TI. O evento começou com a apresentação das palestrantes, dentre elas, uma que eu já conhecia do evento da TOTVS e ajudou na organização: a fofa da Camila Achutti, do blog Mulheres na Computação.

A palestra seguiu bastante os moldes da que ocorreu na TOTVS: nós abordamos a questão do preconceito e o que a mulher tem de enfrentar dentro do mercado de TI. Dividimos algumas histórias absurdas envolvendo machismo e o subestimar do potencial feminino nestas áreas tão “masculinas” (que a história já provou ser mentira). Ao longo do debate tentamos encontrar soluções para que a mulher não tenha tanto receio do mundo da tecnologia e se sinta cada vez mais confortável para trabalhar na área. No final, fizemos grupos onde cada representante falou um pouco sobre o que acha que deve ser mudado dentro da sociedade para que as próximas gerações de estudantes e atuantes em TI sejam cada vez mais femininas.

eu e a camila achutti, logo após o encontro! :3

Muitas questões foram abordadas, como a educação dos pais em casa, a construção social de gênero, a pressão masculina do ambiente, a falta de oportunidades ou de incentivo para entrar no mundo de TI, etc. No meu grupo, onde eu fui a representante, nós tocamos em dois assuntos muito importantes: as mulheres muitas vezes não entram em áreas voltadas à tecnologia porque não sentem uma figura forte feminina lá dentro, ou seja, uma inspiração. Que garota nunca viu alguma outra em um filme, com uma personalidade forte, executando alguma tarefa e pensou: nossa, como eu queria ser ela! Que garota nunca quis ser a Mulher Maravilha? Precisamos de alguém forte que seja propagado e nos inspire. E isso falta muito em TI. Que mulher temos de referência em TI? VÁRIAS. Mas elas não são tão divulgadas quanto os homens, e a propagação destas mulheres é fundamental para que novas meninas se identifiquem e queiram participar desse nosso mundo.

E se no nosso meio ou por perto não há figuras para meninas se inspirarem, que nós, garotas já ingressas no mundo da tecnologia, sejamos essa inspiração. Que tragamos para garotas mais jovens que não conhecem ou tem curiosidade em TI uma ideia fora do padrão de que programar é chato, é coisa de homem, não dá tempo de vida social, etc.

O outro ponto que abordamos é estimular a autoestima nas mulheres que já estão no mercado. Muitas garotas têm conhecimento, são inteligentes, sabem como desenvolver naquela plataforma, mas por insegurança acabam não aplicando e desistindo de um emprego. Ao contrário do homem, que às vezes nem domina a área mas entra no emprego porque tem confiança suficiente de que irá aprender de qualquer jeito aquilo que foi pedido.
Temos outros exemplos: mulheres quando conseguem um freelancer, cobram às vezes um valor muito abaixo do que realmente vale, por medo de perderem o cliente. Também há casos de mulheres dentro de empresas terem uma pretensão salarial bem abaixo do que um homem pede e ganha, porque não se sentem confiantes o suficiente. Não! Não pense assim! Você estudou, você é capaz, e você não só pode como DEVE ter seu trabalho valorizado!

Logicamente, não devemos dizer que se a mulher não é tão destacada em TI isso é culpa da sua autoestima: não! Nunca! A culpa de tudo isso é em como o mundo em que vivemos constrói socialmente nosso gênero, de forma que tudo que saia daquilo que a sociedade diz ser “de mulher” é considerado um caminho tortuoso para nós, nos afastando de áreas que inicialmente eram inclusive nossas (como a própria área tecnológica) através de pensamentos que são fincados em nossa mente, querendo nos tornar cada vez mais inseguras e menos contestadoras. Afinal, o sistema lucra em cima das opressões. Ou você acha que não é vantajoso para uma empresa ter uma mulher executando o mesmo serviço (ou até mais) do que um homem mas ganhando menos que ele?

O legado que esta Semana da Mulher na Tecnologia deixou é o de autoconfiança e união. A autoconfiança de entendermos que somos capazes de pegar qualquer trabalho, qualquer código, qualquer coisa… nós vamos conseguir! A autoconfiança de não se calar perante situações de machismo conosco ou com nossas colegas e nos impor quando vemos uma situação de injustiça ou percebemos que estamos sendo passadas para trás… por sermos mulheres!

Quando falamos de união, devemos quebrar o falso estereótipo de que mulher não é unida, mulher se detesta, etc. Isso tudo é feito categoricamente para nos separar e, consequentemente, nos enfraquecer. Se temos segurança em algo, devemos passar isso para nossas companheiras. O que conhecemos deve ser dividido entre nós, para nos fortalecer. Juntas, somos fortes e tomaremos todas as áreas do conhecimento! Porque o dom da multifuncionalidade nós sabemos melhor do que ninguém.

E que tenham cada vez mais semanas como esta e nos mais variados lugares! :)

Todo poder às mulheres!

Bikini Kill – Rebel Girl

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Diário Eventos Feminismo Tecnologia

I Semana da Mulher na Tecnologia na TOTVS

ada lovelace, primeira programadora do mundo!

[B]em, acho que não é segredo para ninguém que essa é a semana internacional da mulher. A origem do dia 8 de março poucos conhecem, mas vem dos primeiros protestos realizados no ano de 1917 contra o regime czarista da Rússia. Estes protestos iniciaram-se em 8 de março com milhares de mulheres proletárias reivindicando seus direitos. Alguns meses depois, culminou-se a revolução na Rússia.

A importância desta data rege todas as áreas. Mas darei destaque a uma área que sempre foi majoritariamente feminina, mas por conta dos estereótipos e da construção de gênero, acabou sendo focada em homens. E essa área é sem dúvida a tecnológica.

Enquanto o homem estava na Primeira e Segunda Grandes Guerras, a mulher fazia o trabalho tecnológico. Seja na construção de códigos, consertando válvulas do ENIAC, etc. Porém, após a década de 80, começou a surgiu o estereótipo de que computação era coisa de menino. Isso fez com que muitas mulheres se afastassem de TI. O meio se tornou bem inóspito para nós, já que não recebíamos nenhum tipo de apoio, éramos constantemente fiscalizadas e pressionadas (e ainda somos!) e constantemente contestadas sobre nossa capacidade profissional.

Pensando em tudo isso, temos a nossa I Semana da Mulher na Tecnologia, que foca em TI com um pensamento feminino. Como ajudar a cada vez mais mulheres retornarem a esta área e quebrar um estereótipo que somos subjugadas desde o nascimento?

mulheres no passado, presente e futuro de TI na totvs!

É com muito orgulho que digo que participei do primeiro dia de eventos da primeira semana de tecnologia voltada à mulher. Gostaria de dizer que a sede da TOTVS é simplesmente maravilhosa! Aquilo é tão tecnológico que chega a ser surreal, haha. Eu realmente me senti nos corredores da Mansão Xavier rumo ao Cerebro.

Quando cheguei, o ambiente era de extremo conforto. Só haviam mulheres na sala. Isso é muito bom porque cria um ambiente de tranquilidade e segurança para nós. Mas ao mesmo tempo, problematizo com a seguinte pergunta: por que homens nunca se interessam por eventos voltados a mulheres? Desconstrução do machismo não é só deixar de falar frase X ou Y, mas participar dos nossos espaços e buscar compreendê-los através deste contato.

Logo, a palestra iniciou com a fofa da Camila (xará!) Achutti. Houve uma breve introdução sobre a história da mulher no meio tecnológico (que inclusive já falei um pouco mais acima no post) e, consequentemente, um pouco da história pessoal de cada mulher presente para dar a palestra. Foram compartilhadas as histórias dentro da universidade, os medos de não superar os desafios, as dificuldades num ambiente majoritariamente masculino, a falta de apoio, o contestamento da competência profissional, a encanação de sempre ter que provar ser melhor por ser mulher, etc. Enfim, todos aqueles dilemas que nós mulheres vivemos por simplesmente sermos mulheres adentrando um espaço tecnicamente masculino (o que é uma grande mentira).

Depois, a palestra foi conduzida pela Nathalia Goes, que em 2013 foi integrante do primeiro time internacional a ficar no pódio do Technovation Challenge na Califórnia, em 2013. Esta participava de um grupo de meninas na escola que desenvolviam aplicativos. O que parecia apenas uma atividade de sala de aula se tornou parte de sua profissão hoje. E eu me identifiquei igualmente, afinal, quando criei meu blog há 6 anos, jamais poderia imaginar que ele decidiria por exemplo a minha carreira a seguir.

Obviamente, não ficamos só no bate-papo. O objetivo da palestra era pensar em maneiras de introduzir a mulher em TI. Em minha fala na palestra, comentei sobre meu início precoce no mundo do desenvolvimento web (aos 11 anos de idade) e todas as dificuldades que enfrentei, além da ajuda que eu recebi para iniciar nesse mundo ter sido em grande parte feminina.

É fato que cada vez mais meninas vêm se interessando por TI. E mais do que isso: vemos no Blogger a infinidade de blogs de meninas sobre os assuntos que elas mais querem falar, e construídos por elas mesmas. Desde o logo até o HTML e CSS. Devemos então reforçar isso: a mulher, pela própria construção de gênero, tende a ser mais comunicativa. É importante então demonstrar que essa comunicação está diretamente associada com a possibilidade de ingresso no mundo da tecnologia. Poder construir virtualmente um canal de comunicação e falar ao mundo o que você pensa ou o que tem para oferecer.

Não devemos apenas convidá-las para este mundo, mas unirmos nós mesmas. Há toda aquela ideia estereotipada e errada de que a mulher não gosta de outra mulher, que não há união. Isto é um mito. As mulheres que se encontram no mundo TI sempre se unem justamente por não se sentirem confortáveis num meio masculino que sempre duvida de nós. Devemos ajudar umas às outras sempre. A união faz a força!

Além disso, não devemos nos intimidar com o que os homens dizem. Se ele duvida de você, mostre que você é capaz de fazer um serviço tão bom ou ainda melhor do que ele. Mulheres sempre se destacam mais porque, na “obrigação moral” de demonstrar socialmente que ela é tão boa quanto o homem, ela se dedica ao ponto de tornar-se ainda melhor. Não se intimidar não é apenas se esforçar, mas mostrar “na cara larga” quando o homem fala alguma besteira. Indagar: sério mesmo que você acha que ela não pode fazer isso por que é mulher? Isso não é arrumar intrigas no meio que você atua, mas gerar uma reflexão, cada vez mais necessária nos dias de hoje.

Mais do que incentivar as mais velhas, devemos chamar as mais novas para a luta! Quebra de estereótipo começa dentro de casa. É importante abordar com os pais que não existem coisas de menino e coisas de menina, mas uma construção de gênero que limita cada vez mais a mulher de exercer suas funções. Mostrar para nossas pequenas que programador não é aquele cara cabeludo, fedido, que não dorme nem tem vida, vive de salgadinhos e tem cara de nerd. Programador é simplesmente aquele que mexe com códigos, seja quem for.

Por isso: que tenhamos muitas, muitas mulheres no mundo TI! *-*

A I Semana da Mulher na Tecnologia ainda não acabou. Há eventos para quinta e sexta. Se informe melhor e veja como participar acessando este link. E se você quiser conhecer mais o trabalho da minha xará Camila Achutti, entre no blog dela.

Bye! :3

Marina and the Diamonds – I Am Not a Robot

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