All for Joomla All for Webmasters
Tecnologia

Dia do Programador

euzinha e as mulheres maravilhosas que eu trabalho!!!! infelizmente sou a única programadora, mas POR ENQUANTO! :D

É claro que eu não ia deixar um dia como esse passar batido, ainda que seja em cima da hora ou até um dia depois, hahahahaha!

O Dia do Programador finalmente se tornou uma data importante pra mim, pois é meu primeiro de muitos que eu sou uma programadora CLT em uma empresa que estou simplesmente apaixonada (Umbler ♥) e adquirindo cada vez mais conhecimento (alô ET Bilu!!!!).

Nesse dia gosto de lembrar (na verdade não gosto) em como infelizmente a mulher na tecnologia ainda é uma minoria e um enorme desafio. Poucas são as mulheres programadoras que conseguem sucesso e respeito na área. Mas sem dúvida isso é um trabalho de formiguinha e que estamos construindo aos poucos. Tudo o que eu puder fazer para que cada vez mais mulheres entrem na programação eu farei e já estou fazendo.

Lembro quando comecei a programar com 11/12 anos e o meu maior sonho era fazer o site da empresa do meu pai. Consegui, e fui muito além disso! Consegui meus primeiros freelas, independência financeira, respeito, conhecimento, conheci pessoas maravilhosas (uma delas até hoje minha melhor amiga, Danielle Ramona), e assim vai!

Se eu pudesse dar um conselho para uma pessoa que está iniciando na programação, eu diria: vai lá, corre nos StackOverflow e vambora!

Agora se for uma mulher, eu digo: me dá sua mão, vamos fazer esse corre juntas!

Feliz dia do “na minha máquina funciona”, “deve ser cache”, “deploy na sexta”, “tá pronto, só falta testar…” e assim por diante.

E que tenhamos cada vez mais mulheres formidáveis na programação!!!!!

Tecnologia

BrazilJS 2017 em Porto Alegre

E a parte do Raryson topper está aqui!!!

AI OLHA EU ALI MT FELIZ SIM

Eaeeeee galera do mal! Demoramos mas estamos na área. Confesso que eu tava um pouco preguiçosa pra escrever o post sobre BrazilJS porque foi TANTO conteúdo, tanta coisa bacana, que eu poderia escrever toda a saga de Game of Thrones com a quantidade de coisas que rolaram no evento. O post vai ser um post colaborativo: eu, com o auxílio do Raryson (mais conhecido como Raryshow™), vamos falar um pouco das palestras, cada um selecionando as que gostou mais (ou as que o Fulano escolheu primeiro sendo que o Ciclano também queria falar, hahahah)

A palestra que abriu o BrazilJS, apesar de ter sido em meio ao caos da abertura do evento (um tempãaaao na fila, atrasos, enfim, coisas que brasileiro tá acostumado e que não fazem o bagulho perder a graça de qualquer forma), foi genial. O André Staltz falou sobre o fim da internet.

“Tá, mas como um evento de Javascript me fala sobre o fim da internet? Autosabotagem?”

Não necessariamente. O André Staltz focou bastante em como as empresas como Facebook e o Google estão simplesmente monopolizando o mercado, e que a ideia é que sites de outras categorias e empresas vão sumindo aos poucos. Exemplo: com cada vez mais facilidades que o Facebook oferece para construção de páginas de lojas e comércios, vão ter cada vez menos pessoas contratando de fato um programador para construir uma landing page ou seja lá o que for pra ele. Outras redes sociais vão ficando inutilizadas e até mesmo no Google vem se reparando que ele agora te dá as respostas do que você procura pra quase tudo, não mais apenas páginas que mostram isso.

Por exemplo, se eu busco a tabela do campeonato brasileiro, o Google já me mostra a tabela. Eu não preciso entrar no GloboEsporte ou no Lance! pra isso.

time mais top sim

A ideia é que o Google expanda cada vez mais isso: outro motivo que vai fazer com que as páginas morram. Existem muitas páginas, inclusive o meu próprio blog, em que suas visitas são alimentadas basicamente por buscas do Google.

“Tá, mas como podemos evitar o monopólio do Google e do Facebook?”

Aí é f*da. Fica complicado porque não basta simplesmente parar de usar o Google e o Facebook. Lembra que o Instagram e o Whatsapp também são do Facebook? E lembra que empresas que não aceitam ser compradas ou participar desse monopólio tem o tapete puxadíssimo, como foi o caso do Snapchat (que foi brutalmente copiado na cara larga e ninguém deu um piu)? Essas empresas têm laços muito estreitos com o governo, então além de questões como repasse de informações (lembrei do episódio de Black Mirror da webcam hahaha), as autoridades acabam fazendo vista grossa para os erros que eles vão cometendo no caminho.

Infelizmente criou-se um estado em que somos reféns dessas empresas e elas também podem nos mostrar o que elas quiserem. Elas sabem tudo de nós, mais que nós mesmos às vezes: endereço, coisas que mais gostamos, nome completo, dados de documentos, telefone, etc. Você não lembra o que postou no dia 30 de agosto de 2011, né? Mas pode apostar que isso está no banco do Facebook.

O André mostrou algumas alternativas à internet convencional e totalitária, como SSB, DAT e CJDNS. Também reforçou que não ter redes sociais não é o fim do mundo: ele não as possui, e vive bem com isso. Já eu esqueci esses dias meu telefone em casa e quase surtei. E provavelmente não sou só eu que surto. Para percebermos como essa situação não é a das mais saudáveis.

Nossa gente, me empolguei. Sou muito militante sim UHAUHHAUHUAHUAUHAUH

Aí teve uma palestra que eu tava esperando MUUUUUUUUITO e no final eu fiquei tipo: “eu não entendi um pouco direito”.

A Carolina Pascale Campos falou sobre microsserviços usando Node.JS e RabbitMQ. Ela falou sobre todos os pontos altos de se utilizar essas tecnologias mais complexas de implementação mas que no final são muito eficientes. Só que aí no final ela disse que não foi implementado na empresa que ela trabalha, pois se percebeu que não era a melhor forma de trabalhar com aquelas propostas no caso deles. Aí eu fiquei: ué?

Eu dou uma palestra sobre como chocolate branco é o mais gostoso do mundo e no fim digo que na real o preto é o meu favorito.

Eu só dei uma bugada, mas não vou negar que a explicação dela foi muito boa e deu uma esclarecidinha em conceitos dessas ferramentas que eu não fazia a menor ideia do porquê existiam. Inclusive ela me elucidou muito RabbitMQ, que quando eu li sobre fiquei: tá, é mensageiro, mas do que? E ela conseguiu explicar toda a questão de requisições de servidor, que essas requisições ficam em fila e o mensageiro trabalha em cima delas pra não perder nada… muito legal!

Jogando bem a real: o primeiro dia não estava o bicho pra mim, pelo menos. Tinham algumas outras palestras muito boas, mas aí o International Raryson pegou pra falar porque eram palestras gringas.

GENTE APENAS UM MOMENTO de atenção pra falar do melhor navegador do universoooooooooooo PISA MENOS FIREFOX (e pisa no console de vocês e façam outro por favor porque é horrível debugar Javascript no navegador de vocês). O panda vermelho mais lindo do mundo estava lá no evento e eu abracei muito SIM!

Tá, agora vamos pro segundo dia porque esse foi monstrão.

GENTEEEEE Teve um momento de total lacração no BrazilJS. A rainha Evelyn Mendes fez toooodas (todas mesmo) mulheres participantes do evento a subirem no palco. Subiu programadora, mina de redes, as minas que organizavam o coffee, as minas que mantinham tudo lindão e limpo, enfim, todas as MULHERES maravilhosas que fazem a roda girar e tornam nosso dia melhor. E eu bem louca fiquei muuuuito na frente (socorro) e depois só veio um pessoal: nossa, você era a mais animada dali.

Homens: não somos suas inimigas. Somos suas aliadas.

A não ser que cês falem besteira. Aí muda um pouco.

Depois desse momento lindo a Evelyn falou sobre Firebase e como é muito mágico mexer com ele. Ele trabalha com o princípio KISS da programação, que é de tornar o código o mais simples possível. Ele utiliza Node.JS e outras tecnologias mas funciona como se fosse drag and drop: você não mexe no código, trabalha em cima de algo como uma lousa branca e moldando o site. Além disso, as atualizações são Real Time, então se você muda um avatar ou texto não precisa dar F5 pra mudar o que você mexeu.

Mais tarde tivemos uma palestra da fofa da Fernanda Bernardo (acabei de me ligar que errei o nome dela na entrevista MEU DEUS) sobre ECMASCRIPT7. Ela fez uma linha do tempo do surgimento do Javascript e foi comentando quais foram as melhorias de cada versão até chegar no ECMASCRIPT7. Também adiantou o que vai ter de diferente no 8.

Ah, eu quase esqueci. Houve um “CLASH OF MONSTERS” no BrazilJS. Estava novamente o panda vermelho mais lindo do MUNDO no BrazilJS. Só que aí tínhamos um bônus. O mascote da Umbler UHAUHHAUHAUUHAUHAUH (eu tô rindo mas é de preocupação mesmo).

O encontro da vida: Umblerito e #Firefox no #BrazilJS2017 🐨❤#MozillaNoBrazilJS

Uma publicação compartilhada por Umbler (@instaumbler) em

A coitada da raposa foi importunada boa parte do evento pelo coala. Alguém segura esse bicho pelo amor de DEUS

AÍ FIM DO DIA O NEGÓCIO FICOU >MUITO LOUCO<

Rolou um negócio muito épico: o Andre Alves Garzia montou uma máquina de fazer drinks com JS. Eu infelizmente não consegui tomar os drinks porque ele devia estar com um certo preconceito com o lado que eu tava sentada, mas eram 4 drinks e para fazer a máquina precisou apenas de 150 linhas de código e uns 100 reais. O que eu mais gostei na palestra dele foi que conceitos tão bonitinhos e politicamente corretos de boas práticas de programação foram enfiados no lixo: o código estava todo maluco. Mas o que importa? Todo mundo tava bebendo, né? HAHAHAHAHAHA

Depois disso, rolou um sorteio absurdo de uma camiseta no palco. O Ed Sheeran brasileiro Erick Krominski já tava meio pra lá de Bagdá com os drinks de JS (tá, nem é pra tanto) e aconteciam umas competições que para ganhar camiseta a pessoa tinha que falar uma frase muito f*da com três palavras.

ÓBVIO que ninguém obedecia isso.

Uma mina chegou e falou “programação pra mim é um caso de amor e ódio”.

???????????????????????????????????? WHAT THE

Teve um outro caso que um cara falou “show me the code”. Teve um lag mas depois a galera viu que eram 4 palavras.

Mas o ápice disso foi um guri “top”. Primeiro que ele disse que tinha 17 anos e que 17 – 3 era 4 (????). Depois da apresentação, soltou a frase pra ganhar: só faltou testar. Só que o cara que competia com ele falou alguma coisa muito melhor. E no final, o guri meteu: é, essa minha frase até que tava boa. Só faltou testar.

MEU DEUS O BRAZILJS FOI ABAIXO

E aí o Erick teve uma ideia genial de, tá, dar a camiseta pro guri que ganhou e pro cara do “só faltou testar” dar um drink de JS.

Mas ele tinha 17 anos.

Ele foi embora de mãos abanando.

É aquela coisa né: o mundo é injusto.

Pra fechar com chave de ooooouro esse eventão, teve o Guilherme falando sobre a carreira dele e sobre Javascript de uma forma mais leve e engraçada. Mas a melhor parte do evento foi ele gritando: EU ODEIO JAVA.

Aí rolou um coro de EU ODEIO JAVA e alguns poucos perdidos na plateia  resmungando. Eu acho… pouco.

Bom, o que dizer? Só sentir desse evento maravilhoso!!! E que venham muitos outros assim!!! Fuieeeee!!!!!

 

Tecnologia

7º Meetup de Node.js no Tecnopuc

eu focadíssima no insta pra postar bastante coisa do evento s i m

Eaêeeee galera! Venho aqui mais uma vez abordar outro Meetup: mas dessa vez foi o de Node.js! O evento rolou na ThoughtWorks, que fica na Tecnopuc.

Primeiro vamos divulgar e enaltecer o espaço da Thoughtworks: já me senti em casa quando entrei lá. Placa de meme na entrada, uma sala com vários cartazes sobre representatividade na programação… fiquei fascinada com o espaço. Uma empresa dessas apoiando um evento desses, bicho?

Mas aí teve alguém mais legal ainda que patrocinou o evento: a Umbler! Isso mesmo, a selva do meu coala favorito se puxou e deu uma baita ajuda pra galera realizadora do encontro. Teve sorteio de brindes como camisetas e adesivos. O mais bizarro é que eu fui sorteada duas vezes para a mesma camisa da Umbler. E aí não teve jeito, né? Levei hahahahaha

Ganhei uma igual! Não é linda? aaaaaaaa

Essa foi minha primeira camisa na Umbler <3

Vamos falar sobre o evento? Infelizmente por uns probleminhas técnicos (que foram resolvidos genialmente, conto depois), só houve duas palestras. Começamos com o tema Cross Platform Desktop App’s with Electron, que foi ministrado pelo Jonatas Freitas.

O Electron é uma ferramenta incrível que permite o desenvolvimento de apps para desktops usando programação frontend (Javascript, HTML e CSS) de forma simplificada. Foi criado pelo pessoal do Github e anteriormente tinha outro nome (Atom Shell). Uma das tecnologias base do Electron é o Node.js. É ele que prepara a estrutura para receber a programação frontend, como se fosse um quadro branco. Ele está ali, vazio, e você começa a customizar a medida que vai codando. Alguns dos grandes cases feitos em Electron são o aplicativo desktop do Slack e o Visual Studio Code.

Foi comentado na palestra que apesar do Node.js dar uma performance incrível para o programa, muitas vezes isso não é bem trabalhado, como é o caso do Slack, que é um pouco lento em alguns processos. Mas vale destacar que isso não é culpa do Electron, hein?

A instalação do Electron é muuuuito simples. Basta dar aquele npm install pro pacote do Electron que você baixou! Depois, tem que colocar a mão na massa e começar a programar. Como foi criado pela galera do Github, ele é opensource e você pode colaborar com eles. Os números das colaborações são expressivos, o que mostra a potência do Electron no mercado. Conforme conversamos no Meetup, é uma ferramenta muito utilizada mas pouco falada.

Tivemos posteriormente a palestra do André Werlang sobre Multi-processos no Node.js. Deu uma atrasadinha porque o cabo HDMI estava com problemas e não conseguia passar imagem pro slideshow. E o que foi feito? Abriram uma chamada de vídeo no Hangouts entre dois PCs, compartilharam tela e ficou mostrando em um PC o que tava no outro de slides e códigos HAHAHAHA Eu achei genial, desculpa.

O André já compartilhou o conteúdo da palestra no evento, em que ele falou basicamente da utilização de clusters no Node.js. Foi abordado inicialmente como funciona a arquitetura do Node para depois entrar com tudo na questão dos clusters. Das vantagens, a principal é que quando uma aplicação com clusters cai ela automaticamente já sobe de novo, impedindo que fique “fora do ar”, por toda a relação hierárquica entre processos (o master e os workers, que são filhos do master). Só isso já é mais do que o suficiente de motivo pra utilizar clusters, não?

Fazendo uma comparação entre um processo filho comum e um cluster, o processo filho cria qualquer processo, enquanto o cluster trabalha com uma cópia de um único processo de Node. O melhor de tudo isso é que ele é nativo do Node, sem necessidade de utilizar o comandinho npm install e baixar pacotes.

Também foram abordadas questões de debug do código, utilização dos processos nas APIs e algumas alternativas ao cluster, que seriam o forever e o pm2. O forever acaba deixando a aplicação fora do ar enquanto ela sobe de novo, e o pm2 é mais sofisticado que o cluster. Você pode ver mais coisas da palestra através dos slides disponibilizados pelo André aqui.

Depois disso, tivemos a melhor parte de todo evento de TI, claro: o coffeebreak (que foi mais um dinnerbreak hahaha) com várias pizzas e ainda o sorteio de ingressos para o TDC, que vai rolar aqui em Porto Alegre. Se você não sabe o que é TDC, pelo amor de Umblerito clica aqui.

Achei um amorzão o evento todo. Foram até pessoas de outros estados, porém algo me deixou bolada como o de sempre: a presença praticamente nula de mulheres em eventos de TI. Isso porque a galera do Node.JS estava disponibilizando 50% das vagas para mulheres. Porém, infelizmente não dá para colocar mulheres em eventos se elas são tão escassas já nesse ramo :( Sem dúvida esse tipo de situação me faz pensar no quanto precisamos de um trabalho de formiguinha para mudar esse cenário, e como cada mulher programadora, que trabalha com redes ou qualquer outra parte de TI é importante nesse processo, seja se envolvendo socialmente ou simplesmente sendo uma mulher de TI. Cada ponto conta. Pois no fim das contas…

Termino o post com essa reflexão e… tem BrazilJS amanhã YASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Fuiê!