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Tecnologia

DevOpsDays Porto Alegre

A minha publicação também está disponível no Medium da Umbler! Corre lá: https://buff.ly/2vmXoSb

Depois de séculos fui a um evento na área de TI. O último que fui era na verdade uma seleção do Centro de Inovações Microsoft, onde foi realizado um DOJO na sede deles, no TECNOPUC. Para quem não sabe, o TECNOPUC é um dos maiores polos tecnológicos do país. O local é incrível e possui uma série de empresas muito fodas de TI, como a própria Microsoft, ThoughtWorks e a TOTVS.

Mas lá vou eu novamente para o mundo dos eventos tecnológicos, regados a coffeebreaks gostosos e cappuccino de graça.

Ok, logicamente não foi o motivo (único) que eu fui, mas também porque DevOps é algo que tá na ponta da língua da galera de TI, principalmente quando se trabalha com versionamentos, virtualização, GIT, deploys, blah blah blah whiskas sachê. Afinal, o que é DevOps? Segundo a IBM:

DevOps é o alinhamento do time de desenvolvimento com o time de operações, em relação à processos, ferramentas e responsabilidades, visando acelerar as entregas em produção com um elevado grau de qualidade. Enquanto o desenvolvimento ágil aproximou as equipes de desenvolvimento do negócio, reduzindo os gaps entre essas áreas, o DevOps traz agilidade para as entregas reduzindo os gaps entre desenvolvimento e operações.

É como se fosse uma fusão da equipe de desenvolvimento (nós, programadores go horse) com a equipe de infraestrutura (bem menos go horses) para que entreguemos um software funcional e organizado, leve e com a documentação de versionamentos em dia. E a ideia é que as implementações sejam cada vez menos complicadas e que um time, apesar de cada vez mais integrado ao outro, dependa cada vez menos um do outro.

O evento que eu fui ocorreu em Porto Alegre, na Faculdade SENAC próxima à Avenida Lima e Silva, principal da Cidade Baixa. Tive o enorme prazer de já ir com a minha mais nova equipe de trabalho, o pessoal da Umbler.

Esse é o mascote mais lindo do mundo, o Umblerito ♥

Pra quem ainda não sabe muito bem, a Umbler é uma empresa de hosting focada no pessoal que não quer muita complicação para colocar seu site no ar. Com um painel super simples de mexer, você pode contratar na hospedagem o que irá utilizar. Seu método de pagamento é pré-pago, algo que eu achei incrível, porque aí você pode realmente só pagar o que irá usar. O que nunca rola nas hospedagens atuais.

Além disso, se você cria sua conta na Umbler, já tem R$25 em créditos para gastar. Desta forma você pode colocar o site no ar, ver se funciona mesmo (e eu boto a mão no fogo!) e depois de fato colocar sua grana pra fazer a roda girar.

Mas tá, vamos falar do evento!

Das primeiras palestras, uma que achei muito interessante foi a ministrada pelo Fernando Ike, onde o tema era: Blameless, a culpa não é sua! O foco da palestra foi sobre como lidar com os erros de pessoas no mundo da TI. Muitas vezes um botãozinho pode ser fatal. E aí, quando o funcionário erra, de quem é a culpa? Será que é realmente correto demitir um funcionário ou puní-lo por um erro? Ou será que isto é um indício de que alguma coisa está funcionando errado dentro da empresa? Será que os treinamentos realmente foram eficientes? E porquê será que tudo isto aconteceu? Vai que, na verdade, o erro já existia há muito tempo e todo mundo sabia, mas o chefe é um troglodita e todo mundo ficou com medo de falar. E, uma hora, estourou tudo como uma bomba.

Parece ser uma palestra simples já que estamos em uma época onde o Linkedin está recheado de posts sobre diferenciar líder de chefe, que o modelo antigo do chefe que só sabe mandar está entrando em extinção… mas será que de fato tá todo mundo trabalhando e bem acostumado com este tipo de abordagem? Quem nunca teve experiência com alguma empresa onde os erros aconteciam e logo cabeças rolavam? Ou então, que a responsabilidade de um erro era única e exclusiva do funcionário, tentando sempre isentar os processos dos problemas que ocorriam? A palestra dá uma luz para este tipo de conduta, que muitas vezes fica só no boca-a-boca. A ideia foi compartilhar situações vividas dentro deste contexto e como é importante aplicar então a metodologia do Blameless: a culpa não é sua. Que tal revermos nossos processos? O que a empresa fez para que isto acontecesse? Seguem os slides da palestra do Fernando, que esclarecem muitas dúvidas:

 

Depois tivemos uma palestra feminina (uhuuuul) com a Samanta, sobre Visual Regression Testing. Nesta palestra foram apresentadas algumas ferramentas de teste automatizado de gráficos (Percy, Lineup, Visual Review, AppliTools, GalenFramework), onde podem ser integradas inclusive com GIT para verificar se as páginas que estão recebendo push estão ok de acordo com a base do site enviada anteriormente. As ferramentas comparam por imagens o que se tem atualmente no GIT e o que foi adicionado. A plataforma inclusive pode impedir o push de arquivos se não foram testados antes. A ideia é que nada seja feito deploy sem antes o teste visual dos gráficos. Ela apresenta em seu github as ferramentas já disponíveis para teste.

Tivemos uma mudança em cima do laço na grade de programação, então posteriormente rolou o FishBowl. Pra quem não sabe, FishBowl são discussões que ocorrem entre os participantes do evento em que o tema pode ou não mudar de acordo com a evolução do diálogo. O papo foi bem bacana, focando na utilização do DevOps e como convencer o analista de negócios a implementá-lo no setor de TI.

Voltando do FishBowl, tivemos algumas palestras focando em, por exemplo, o fluxo de entrega contínua com Rails, Docker, AWS e Github. Também curti bastante a palestra que falava sobre como orquestraram o ambiente produtivo do Grupo Pão de Açúcar com Docker, Jenkins e JMeter, onde houve a demonstração dos erros e aprendizados na implementação. É bom saber já o que pode dar errado para que não cometamos os mesmos erros, ainda não se tratando de um projeto tão imenso, não?

Eu já tinha ido embora, mas rolou uma palestra que aconteceu com certa exclusividade aqui na Umbler (opa, rolou uma pré-estreia haha) que foi a do Wellington Silva, onde ele abordou o tema de infraestrutura imutável com Mobykit (Moby, Linuxkit e Infrakit). A palestra, quando foi realizada na Umbler, ainda não estava finalizada, mas foi bacana entender das novas tecnologias da Docker liberadas na última conferência da empresa. É possível nas novas features rodar sistemas de forma super leve através de contêineres no Linux.

Estava sentindo bastante falta de colar em eventos de tecnologia. Sem dúvida este evento deu aquele gás para que venham mais eventos como este em que eu possa adquirir cada vez mais conhecimento.

Terá evento dia 19 de Agile aqui em POA. E tomara que eu consiga ir pra falar mais coisas pra vocês ;) E é isso aí, fuiê!

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